Brasil pode incluir bitcoin em suas reservas internacionais

Bitcoin no Cofre do Brasil: O Debate Avança e Ganha Força no Congresso, podendo mudar o futuro econômico do país.
A ideia de o Brasil manter uma parcela de suas reservas internacionais em Bitcoin, modelo já adotado com o ouro e o dólar, está deixando de ser um tema exclusivo de entusiastas do mercado cripto. Agora, essa discussão começa a ganhar relevância no cenário político e econômico, atraindo atenção de analistas e investidores.
Em um evento oficial realizado em Brasília na última quarta-feira (25), um representante do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se posicionou favoravelmente à criação de uma “reserva estratégica de valor em bitcoin” para o país. A declaração foi feita durante um encontro promovido pela Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC).
A declaração de Pedro Giocondo Guerra, chefe de gabinete de Alckmin, gerou surpresa por vir de dentro do governo Lula, que até então demonstrava certa distância da discussão sobre criptomoedas. Guerra, em sua fala, destacou que o Bitcoin representa o “ouro da internet”. Para ele, a criptomoeda não só facilita a transferência de riqueza de forma ágil, mas também serve como uma maneira eficiente e segura de armazenar valor. Em suas palavras, a conversa sobre o tema precisa ser conduzida com seriedade e profundidade.
Brasil Perde Tempo ou se prepara para o Futuro?
Essa fala surge poucos dias depois de o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, autorizar formalmente a utilização de criptomoedas como parte da reserva estratégica do governo americano. A medida é um reflexo do crescente reconhecimento global do Bitcoin como um ativo robusto contra a inflação e outras incertezas econômicas.
Com características semelhantes ao ouro, como a oferta limitada e a descentralização, o Bitcoin já é adotado por grandes investidores e empresas como um meio de proteção financeira. O Brasil, portanto, corre o risco de ficar para trás em uma corrida tecnológica que vai além do simples mercado financeiro. O exemplo de El Salvador, que adotou o Bitcoin como moeda legal em 2021, e a recente aproximação do governo argentino com o setor cripto, mostram que o futuro digital das economias está sendo moldado agora.
Proposta de Lei ganha força no Congresso
Se o Brasil não tomar medidas agora, pode acabar pagando um preço elevado por um recurso que poderia estar acumulando de forma estratégica. Essa visão já foi expressa pelo Deputado Federal Eros Biondini (PL-MG), que propôs no Congresso uma lei para instituir a reserva de Bitcoin. A ideia é usar a criptomoeda como uma alternativa para proteger o Brasil contra possíveis crises globais e flutuações no mercado cambial.
Em um evento recente, o deputado reforçou a urgência da proposta, afirmando que o Brasil não pode adiar mais essa decisão estratégica.
A discussão está acontecendo agora
Além das declarações de Guerra, o Congresso Nacional já está discutindo a viabilidade da reserva de Bitcoin, e a proposta de Biondini ganha cada vez mais força. A iniciativa visa instruir o Tesouro Nacional a criar e manter essa reserva digital, com o objetivo de trazer maior estabilidade econômica ao país, diversificando suas reservas e prevenindo os impactos de crises externas.
Embora não haja uma decisão final sobre o tema, o tom das discussões mudou significativamente. O Bitcoin, antes tratado como algo restrito a especuladores e entusiastas, agora é um assunto amplamente discutido dentro do governo e entre os parlamentares, indicando que o debate pode estar se aproximando de uma transformação concreta na política econômica do Brasil.