Valor do salário é o principal motivo para trabalhador trocar de emprego

Pesquisa revelou que trabalhadores trocam de emprego com mais frequência por conta do salário.
A realidade do dia-a-dia da maioria dos brasileiros não é fácil, afinal convivem com baixos salários e os preços dos produtos nas alturas. Diante de situações como essas, é comum que o trabalhador busque um local de trabalho em que consiga um salário um pouco melhor, assim preterindo outros empregos. Tal afirmação foi comprovada por meio de pesquisa.
De acordo com o estudo “Remuneração 2024”, que foi realizado pela empresa de consultoria Michael Page, 84% dos brasileiros tem como principal motivação de trabalho o salário a ser recebido. Além disso, 71% dos trabalhadores afirmaram que o fator mais importante para estarem no emprego atual ou buscar um outro melhor é o valor do salário a ser recebido.
Mesmo com a comprovação que o salário é o que estimula o trabalhador, a pesquisa também indicou que aproximadamente 40% dos empregadores não pretende aumentar o salário dos funcionários em 2024, aplicando somente o valor obrigatório do dissídio. Para o próximo ano, baseado na expectativa da inflação, o dissídio deverá ficar na casa dos 6%.
Como visto, o salário é o principal fator para o trabalhador optar por um emprego ou optar por um novo posto no mercado de trabalho, contudo, não foi apenas esse fator mencionado. Conforme divulgado no estudo, a semana com quatro dias trabalhados também foi lembrada, pois visa o bem-estar e a felicidade do trabalhado. Na pesquisa, 61% das empresas afirmaram que com essa medida é possível aumentar, inclusive, a produtividade do trabalhador.
Ao todo, 6.647 profissionais e 3.844 empresas foram ouvidos e serviram como base para a referida pesquisa realizada pela empresa Michael Page.
FGTS poderá ser utilizado para pagar até 12 parcelas em atraso de financiamento imobiliário

Antes podendo ser utilizado em até 3 parcelas em atraso, FGTS passará a ser utilizado para pagar até 12 parcelas em atraso de financiamento imobiliário.
A partir desta segunda-feira (02) uma grande mudança irá auxiliar o brasileiro que está com atraso em seu financiamento imobiliário. Após aprovação do Conselho Curador do FGTS, o mutuário inadimplente com a casa própria poderá usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para negociar o pagamento de até 12 prestações em atraso.
É bem verdade que o uso do FGTS para abater prestações vencidas ou reduzir o valor de prestações futuras até noventa dias já era previsto, porém, para prazo superior a isso, era necessária autorização judicial. Agora, os interessados terão até 31 de dezembro para solicitarem o uso do FGTS para regularizarem o financiamento em atraso.
O interessado na regularização deverá se dirigir à instituição financeira onde realizou o financiamento habitacional e irá assinar um documento de Autorização de Movimentação da Conta Vinculada do FGTS para poder abater até 80% de cada prestação, limitado a 12 parcelas atrasadas. Contudo, há restrições para a utilização desse mecanismo.
Com base na data da última amortização ou liquidação, o trabalhador que usou o saldo de alguma conta do FGTS para diminuir o saldo devedor e o número de prestações não poderá usar o fundo para quitar prestações não pagas antes do fim desse intervalo. Além disso, imóveis com preços superiores a R$ 1,5 milhão não fazem parte do mecanismo.
Atualmente, existem cerca de 80 mil mutuários de financiamentos habitacionais com mais de três parcelas em atraso e são considerados casos de inadimplência grave. Pelo menos 50% do total possuem contas vinculadas ao FGTS.