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Correios projetam demissões em plano que pode mudar a estatal

29/12/2025 por Redação

Em meio a um cenário financeiro delicado, os Correios analisam medidas internas que levantam alertas sobre cortes, reestruturação e o futuro da empresa no Brasil.

Os Correios anunciaram um amplo plano de reestruturação que prevê o fechamento de cerca de mil agências próprias em todo o Brasil, além da implementação de medidas para reduzir significativamente os custos operacionais da estatal nos próximos anos. A iniciativa surge em meio ao agravamento da situação financeira da empresa e à necessidade de reequilibrar as contas diante das transformações estruturais do setor postal.

A proposta divulgada pela direção da companhia aponta para a desativação de aproximadamente 16% da rede física atual, composta por cerca de 6 mil unidades próprias. Apesar da redução, a estatal afirma que continuará atendendo todo o território nacional por meio de uma estrutura complementar formada por cerca de 10 mil pontos de atendimento operados em parceria. Segundo a administração, essa configuração permite racionalizar despesas sem comprometer a obrigação legal de universalização dos serviços postais.

A expectativa dos Correios é que o encerramento dessas unidades gere uma economia estimada em R$ 2,1 bilhões. O presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou que as decisões sobre quais agências serão fechadas levarão em consideração tanto o desempenho financeiro quanto a necessidade de manter a cobertura nacional, de forma a evitar prejuízos à população em regiões mais afastadas ou menos rentáveis.

O plano vai além da redução da rede física. A empresa projeta cortar aproximadamente R$ 5 bilhões em despesas até 2028, combinando diferentes frentes de ajuste. Entre elas estão dois Programas de Demissão Voluntária, previstos para 2026 e 2027, que podem resultar na saída de cerca de 15 mil funcionários. A estimativa é que, com os desligamentos e a revisão de benefícios, os gastos com pessoal sejam reduzidos em cerca de R$ 2,1 bilhões por ano.

Outra frente sensível da reestruturação envolve os benefícios concedidos aos servidores. A direção dos Correios estuda mudanças nos planos de saúde e de previdência, com redução dos aportes feitos pela empresa. De acordo com Rondon, o atual modelo do plano de saúde oferece ampla cobertura aos empregados, mas se tornou financeiramente insustentável para a estatal, exigindo uma reformulação profunda para garantir sua continuidade.

Para reforçar o caixa, a companhia também pretende vender imóveis de sua propriedade, com expectativa de arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão. Paralelamente, os Correios confirmaram a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a bancos, formalizado no fim de setembro, como medida emergencial para garantir liquidez. Ainda assim, a direção admite que será necessário captar mais R$ 8 bilhões para equilibrar as contas ao longo de 2026.

A gravidade do cenário financeiro fica evidente nos números recentes. Em 2025, a estatal acumulou um prejuízo de aproximadamente R$ 6 bilhões nos nove primeiros meses do ano, além de registrar patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões. Segundo a administração, o déficit estrutural anual gira em torno de R$ 4 bilhões e está diretamente relacionado aos custos para manter o serviço postal universal em todo o país.

Dentro desse contexto, os Correios também avaliam mudanças mais profundas em sua estrutura a partir de 2027. Atualmente 100% pública, a empresa estuda a possibilidade de alterar seu modelo societário, incluindo a abertura de capital e a transformação em uma companhia de economia mista, nos moldes do que ocorre com empresas como Petrobras e Banco do Brasil. A discussão ainda está em fase inicial, mas integra o conjunto de alternativas analisadas para garantir sustentabilidade no longo prazo.

A direção da estatal atribui a crise atual a fatores que vêm se acumulando há quase uma década. Desde 2016, a digitalização das comunicações reduziu drasticamente o volume de cartas, que historicamente representavam a principal fonte de receita da empresa. Ao mesmo tempo, o crescimento do comércio eletrônico trouxe novos competidores para o mercado de encomendas, aumentando a pressão sobre preços e margens.

Segundo Emmanoel Rondon, esse cenário não é exclusivo do Brasil. O presidente dos Correios cita exemplos internacionais para ilustrar que a crise no setor postal é global. Entre eles está o serviço postal dos Estados Unidos, o United States Postal Service (USPS), que também enfrenta dificuldades e vem registrando prejuízos bilionários, além de anunciar medidas de ajuste semelhantes.

Ao concluir a apresentação do plano, Rondon afirmou que a reestruturação não se limita à recuperação financeira. Para a direção da empresa, o objetivo é preservar os Correios como um ativo estratégico do Estado brasileiro, fundamental para a integração do território nacional e para garantir acesso igualitário a serviços logísticos, especialmente em regiões onde a iniciativa privada não atua.

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Economia Melhores Investimentos

Binance anuncia novidade que muda o uso de criptomoedas no Brasil

29/12/2025 por Redação

Com foco em pagamentos do dia a dia, a Binance apresenta um recurso inédito que reforça sua estratégia no país e pode impactar a forma como brasileiros utilizam ativos digitais no cotidiano.

A Binance ampliou sua atuação no Brasil ao introduzir uma nova vantagem no Binance Card, cartão vinculado à plataforma de criptomoedas. A partir de agora, usuários brasileiros podem receber até 3% de cashback em compras realizadas com o cartão, iniciativa que busca estimular o uso de ativos digitais em situações cotidianas de consumo.

O benefício é válido para todos os clientes do Binance Card no país e pode ser utilizado em mais de 150 milhões de estabelecimentos credenciados à bandeira Mastercard, no Brasil e no exterior. O percentual de retorno varia conforme o volume de gastos mensais do usuário, enquanto o processamento das compras ocorre de forma automática, com conversão instantânea das criptomoedas para a moeda local no momento da transação. O modelo elimina etapas intermediárias e garante agilidade e segurança nos pagamentos.

Com o cartão, os brasileiros conseguem utilizar diferentes criptoativos para pagar produtos, serviços ou realizar saques, incluindo Bitcoin, Ether, BNB e stablecoins. A liquidação em moeda corrente acontece em tempo real, permitindo que os ativos digitais sejam utilizados de maneira prática, semelhante a um cartão bancário tradicional, sem que o usuário precise realizar conversões manuais.

Segundo Guilherme Nazar, vice-presidente regional da Binance para a América Latina, a novidade reflete a prioridade estratégica do Brasil dentro da operação da empresa. O executivo destaca que o país foi escolhido como o primeiro mercado a receber o relançamento do Binance Card, movimento que se soma a outras iniciativas locais, como a integração do Binance Pay ao Pix. Essa conexão possibilitou o uso de criptomoedas para pagamentos e transferências em reais dentro de um sistema amplamente adotado no país, que já alcança mais de 170 milhões de pessoas e estabelecimentos.

A expansão das funcionalidades ocorre em um contexto de crescimento acelerado da adoção de criptoativos no Brasil. O país figura entre os cinco maiores mercados globais do setor, de acordo com dados recentes da Chainalysis, consolidando-se como um dos principais polos de uso e desenvolvimento de soluções baseadas em blockchain e ativos digitais.

Além das inovações voltadas ao consumidor, a Binance também reforça sua atuação institucional no país. A empresa afirma manter compromisso com a conformidade regulatória, a transparência e a segurança das operações, além de investir em educação financeira voltada ao universo cripto. No mercado brasileiro, a plataforma opera com licença de corretora de valores mobiliários e mantém diálogo constante com órgãos reguladores, com o objetivo de contribuir para uma regulamentação equilibrada que incentive a inovação sem comprometer a proteção dos usuários.

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Economia Melhores Investimentos

Criadores de conteúdo do YouTube poderão receber em criptomoeda

14/12/2025 por Redação

YouTube anunciou que criadores de conteúdo poderão receber pagamentos em criptomoeda.

“O YouTube, maior plataforma de compartilhamento de vídeos do mundo, passou a permitir que criadores de conteúdo recebam pagamentos em criptomoedas, especificamente na stablecoin PYUSD, emitida pelo PayPal. A novidade foi divulgada na última quinta-feira (11) pela Fortune, que confirmou a informação com May Zabaneh, head de criptomoedas do PayPal, e também com um porta-voz do Google, empresa controladora do YouTube.

De acordo com as informações, a funcionalidade já está disponível, porém restrita, por enquanto, aos usuários dos Estados Unidos. Dados do Similarweb indicam que o YouTube é o segundo site mais acessado do planeta, ficando atrás apenas do Google. Assim, a adoção de criptomoedas pela plataforma representa um passo significativo para o setor. Segundo a executiva do PayPal, o YouTube está utilizando uma solução já desenvolvida pela própria empresa.

“A beleza do que construímos é que o YouTube não precisa tocar em cripto e, assim, conseguimos eliminar essa complexidade”, disse May Zabaneh.

O movimento também acompanha uma tendência crescente no mercado. Nesta semana, por exemplo, o PNC tornou-se o primeiro grande banco americano a oferecer negociação de Bitcoin, utilizando uma solução pronta da corretora Coinbase. Atualmente, o PayPal USD (PYUSD) figura como a quinta maior stablecoin do mercado, com valor estimado em US$ 3,9 bilhões.

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Brasil Economia

CNH tem novas regras que pegam motoristas de surpresa

08/12/2025 por Redação

As alterações que afetam a CNH podem transformar todo o caminho até a habilitação — e alguns detalhes só ficam claros ao ver a notícia completa.

O sistema brasileiro de formação de motoristas passa por uma das maiores reformulações dos últimos anos. A partir desta semana, começam a valer as novas diretrizes para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação, aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito. As mudanças alteram profundamente etapas tradicionais do processo, ampliam a liberdade do candidato e reduzem custos de forma significativa.

A oficialização das normas está programada para ser publicada no Diário Oficial da União ainda nesta terça-feira (9). A informação foi confirmada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, que antecipou que as novas regras terão validade imediata. A publicação deve ocorrer no mesmo dia em que o governo lança, no Palácio do Planalto, o novo aplicativo nacional da CNH, que passará a centralizar parte dos procedimentos.

Com a atualização, o governo federal prevê uma forte redução no preço final da habilitação. Segundo estimativas do Ministério dos Transportes, a modernização do processo pode diminuir em até 80% o custo total que o candidato paga atualmente, principalmente devido ao fim da obrigatoriedade de aulas presenciais nas autoescolas.

O futuro motorista poderá iniciar o pedido de habilitação diretamente por meios digitais, tanto no portal oficial do Ministério dos Transportes quanto no aplicativo da Carteira Digital de Trânsito. A mudança dispensa a necessidade de abrir processo em uma autoescola e torna o procedimento mais rápido e acessível.

Outra alteração importante está na etapa teórica. Todo o conteúdo necessário para o estudo das regras de trânsito será disponibilizado gratuitamente em ambiente digital. O candidato poderá se preparar online, sem custo. Ainda assim, quem preferir o modelo tradicional continuará autorizado a frequentar aulas teóricas em autoescolas ou instituições conveniadas.

No treinamento prático, as exigências também se tornam mais flexíveis. A carga mínima de direção obrigatória, que antes previa 20 horas de aula, cairá para apenas duas horas. Cada candidato decidirá como deseja completar sua preparação: seja por meio de uma autoescola convencional, com instrutores independentes credenciados pelos Detrans ou com treinamentos personalizados. A utilização do próprio veículo nas aulas também passa a ser permitida.

Apesar da flexibilização no processo formativo, os exames continuam indispensáveis. Para obter a CNH, o candidato ainda deverá realizar as provas teórica e prática aplicadas pelos órgãos de trânsito. Outras etapas, como coleta de biometria e exame médico, permanecem presenciais e obrigatórias nas unidades do Detran.

A regulamentação dos instrutores autônomos também ganha novo formato. Esses profissionais serão credenciados pelos departamentos estaduais e fiscalizados de acordo com padrões nacionais unificados. Toda a identificação, controle e histórico serão integrados diretamente à Carteira Digital de Trânsito, garantindo rastreabilidade e segurança.

As mudanças colocam o processo de habilitação em um ambiente mais digital, econômico e flexível, ao mesmo tempo em que mantêm as etapas essenciais para garantir a segurança no trânsito. A expectativa do governo é que a modernização facilite o acesso à CNH e reduza barreiras que, por anos, tornaram o processo lento e custoso para milhões de brasileiros.

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Economia

Dólar fecha quinta-feira (04) em baixa

05/12/2025 por Redação

Dólar apresentou queda nesta quinta-feira (04), enquanto Ibovespa fechou em alta.

Após um dia de oscilações, o dólar fechou a quinta-feira (04) apresentando estabilidade, mas com uma leve baixa. A moeda norte-americana começou o dia com uma queda um pouco maior, mas foi se estabilizando com o passar das horas em linha com os movimentos observados no exterior, onde a moeda mostrou desempenho misto entre as divisas globais.

Em termos de porcentagem, o dólar recuou 0,06% ao final desta quinta-feira, sendo comercializado a R$ 5,310. Abaixo, confira o valor do dólar comercial e turismo ao final do dia de hoje:

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,310
  • Venda: R$ 5,310

Dólar Turismo

  • Compra: R$ 5,337
  • Venda: R$ 5,517

Ibovespa fecha em alta em dia de recordes na bolsa brasileira

O Ibovespa teve uma nova sessão de fortes ganhos e recordes, com quase todas as 82 ações da carteira em alta. O índice fechou esta quinta-feira com alta de 1,67%, aos 164.455,61 pontos, um ganho de 2.708,36 pontos, o que também configura o maior patamar de fechamento da história, superando o patamar atingido ontem (03), de 161.755,18 pontos.

Com a possibilidade da taxa básica de juros (Selic) apresentar uma redução no próximo comunicado do Copom, os olhos dos investidores estão voltados à bolsa brasileira. Caso haja uma redução na taxa básica de juros, a expectativa é que os números da B3 possam seguir crescendo e batendo recordes.

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Economia Melhores Investimentos

Banco Central determina liquidação extrajudicial da Master Corretora

19/11/2025 por Redação

Master Corretora teve sua liquidação extrajudicial confirmada pelo Banco Central nesta terça-feira (18).

A Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Imobiliários teve sua liquidação extrajudicial confirmada pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (18). A confirmação do processo está ligada à Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em Guarulhos (SP), que está preso na superintendência da Polícia Federal, em São Paulo.

Em nota, o Banco Central confirmou que a empresa EFB Regimes Especiais de Empresa será a liquidante extrajudicial da Master Corretora, com amplos poderes de administração e representação, enquanto Eduardo Félix Bianchini será o responsável técnico pela liquidação.

“Eventuais informações a respeito da existência de bens ou valores inscritos ou registrados nessas instituições em nome da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários devem ser transmitidas diretamente ao liquidante extrajudicial. A EFB Regimes Especiais de Empresas será a liquidante e o responsável técnico será Eduardo Félix Bianchini”, diz o comunicado do BC.

Conforme apuração do Giro Econômico, a operação Compliance Zero foi deflagrada com o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. Em relação à Master Corretora, um dos alvos da Polícia Federal, o Banco Central tratou de tornar indisponíveis os bens de controladores e ex-administradores do grupo.

Abaixo, confirma as empresas e pessoas ligadas à Master Corretora que tiverem seus bens tornados indisponíveis:

Controladores:

– Master Holding Financeira S.A., CNPJ 54.331.263/0001-02

– 133 Investimentos e Participações Ltda, CNPJ 31.093.039/0001-24

– Armando Miguel Gallo Neto, CPF 128.207.668-03

– Daniel Bueno Vorcaro, CPF 062.098.326-44

– Felipe Wallace Simonsen, CPF 180.471.708-80

Ex-administradores:

Angelo Antonio Ribeiro da Silva CPF 013.529.807-54

José Ricardo de Queiroz Pereira, CPF 866.978.117-49

Luiz Antonio Bull, CPF 964.812.268-72

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Agronegócio Economia

Safra de grãos de 2026 deverá apresentar recuo em comparação com 2025

14/11/2025 por Redação

Após safra recorde em 2025, safra de grãos de 2026 deverá ser menor.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (13) as estimativas para as safras 2025 e 2026 de grãos, cereais e leguminosas. De acordo com o instituto, a safra deste ano deverá alcançar 345,6 milhões de toneladas, a maior já observada no país, sendo 18,1% mais volumosa que a de 2024. Contudo, para 2026, a previsão é que sejam colhidos 332,7 milhões de toneladas, um recuo de 3,7%.

De acordo com Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE, alguns fatores explicam o possível recuo na safra de grãos de 2026. Para o especialista, o principal deles é o climático, que deve interferir nos números da produção do próximo ano.

“Em 2025, a gente teve um clima que favoreceu muito o desenvolvimento das lavouras, a gente tem recorde de produção para várias culturas, como soja, milho, sorgo, algodão. Para 2026, a gente está no início de safra ainda, então a gente trabalha muitas vezes com médias ainda de rendimentos de anos anteriores, por isso também essa queda um pouco da produção e, provavelmente, o clima não será assim tão favorável”, disse Guedes.

O levantamento do IBGE investiga 16 produtos: algodão (caroço de algodão), amendoim, arroz, aveia, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo, triticale (originário do cruzamento entre trigo e centeio), canola e gergelim. Os dois últimos aparecem pela primeira vez na pesquisa.

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Economia Melhores Investimentos Tecnologia

PL 4.675 desperta alerta no mercado de tecnologia

13/11/2025 por Redação

Criado para regular as big techs, o PL 4.675 pode acabar impactando empresas muito além do que o governo imagina.

O Projeto de Lei nº 4.675/2025, encaminhado pelo Governo Federal, promete redefinir a forma como o Brasil regula a atuação das grandes empresas de tecnologia. Elaborado pela Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, em conjunto com um grupo técnico coordenado pela Casa Civil, o texto propõe uma nova estrutura de regulação econômica e concorrencial que pode ter efeitos muito além das chamadas big techs.

A proposta altera a Lei nº 12.529/2011, que rege o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, para introduzir instrumentos voltados à promoção da competitividade em plataformas consideradas de “relevância sistêmica”. O objetivo seria prevenir práticas de abuso de poder econômico, criando mecanismos de monitoramento contínuo sobre empresas que possuem grande influência digital e financeira.

Entre as mudanças, o projeto prevê a criação da Superintendência de Mercados Digitais, vinculada ao CADE, com poderes de regulação preventiva sobre companhias que ultrapassem R$ 5 bilhões em faturamento no Brasil ou R$ 50 bilhões no exterior. Além do critério econômico, também entram na lista empresas com grande volume de dados ou presença em diversos setores simultaneamente, fatores que ampliam sua capacidade de influência.

A definição de quais plataformas serão classificadas como “sistemicamente relevantes” ficará a cargo de um processo administrativo, posteriormente validado pelo tribunal do CADE. O comando da nova Superintendência será exercido por um superintendente indicado pelo presidente da República e aprovado pelo Senado Federal, com mandato de dois anos. O cargo exige notório saber jurídico ou econômico, reputação ilibada e idade mínima de 30 anos.

Apesar de ser apresentado como uma resposta à concentração de poder das big techs, o projeto também levanta críticas. O governo defende a proposta como um meio de corrigir distorções concorrenciais, enquanto a oposição alerta para o risco de excessiva intervenção estatal em setores guiados pela inovação e pela livre iniciativa. No entanto, o ponto mais sensível é que o texto, embora focado em gigantes como Amazon, Google, Meta, Microsoft e Apple, pode atingir outros segmentos de forma não intencional.

Um exemplo disso é o mercado de ativos virtuais, amplamente ignorado nas discussões legislativas. As exchanges de criptomoedas já movimentam cifras bilionárias e exercem papel relevante tanto no sistema financeiro tradicional quanto no ecossistema cripto, mas o projeto não diferencia suas particularidades. O conceito de “plataforma digital”, usado de forma ampla e sem definição precisa, pode facilmente englobar prestadores de serviços de ativos virtuais.

Com essa redação genérica, o PL acaba por abrir espaço para enquadrar exchanges nos mesmos critérios aplicados às grandes empresas de tecnologia. Caso aprovado sem ajustes, o texto permitirá que o CADE fiscalize o setor de criptoativos e imponha medidas preventivas de caráter concorrencial, mesmo sem critérios específicos que considerem as diferenças desse mercado.

Esse cenário se agrava pela ausência de debate técnico. O Banco Central, responsável por definir a estrutura normativa do setor de ativos virtuais, ainda não concluiu o processo regulatório, deixando lacunas que aumentam o risco jurídico para as empresas do segmento. Assim, uma legislação pensada para gigantes digitais pode acabar recaindo sobre um mercado em consolidação, prejudicando sua evolução.

Se permanecer inalterado, o Projeto de Lei nº 4.675/2025 poderá criar um ambiente de insegurança regulatória, limitando a expansão das empresas de criptoativos e desestimulando a inovação tecnológica. O país correria o risco de repetir um erro recorrente: regular sem compreender o funcionamento dos setores afetados. Ao ampliar o alcance da lei sem base técnica sólida, o Brasil pode acabar sufocando um dos mercados mais promissores da nova economia digital.

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Economia Melhores Investimentos

JPMorgan lança nova criptomoeda e surpreende o mercado

13/11/2025 por Redação

A JPMorgan aposta em uma inovação que pode mudar a forma como bancos tradicionais lidam com o universo das criptomoedas.

O JPMorgan, maior banco dos Estados Unidos, acaba de dar um passo importante no mercado de criptoativos com o lançamento oficial da JPM Coin (JPMD). A novidade, revelada pela Bloomberg nesta quarta-feira (12), marca uma mudança de postura do banco em relação ao setor, especialmente considerando o histórico de críticas do seu CEO, Jamie Dimon.

Embora o nome remeta a outras moedas digitais, a JPM Coin não se trata de uma stablecoin, mas sim de um token de depósito — uma representação digital do dinheiro já existente em contas bancárias. A nova moeda será emitida na rede Base, desenvolvida pela Coinbase, e permitirá transações em tempo real, 24 horas por dia, oferecendo maior agilidade e eficiência para clientes institucionais.

O banco já vinha se preparando para esse movimento desde junho, quando registrou oficialmente a marca “JPMD”. Desde então, o JPMorgan conduziu testes em parceria com gigantes como Mastercard, Coinbase e B2C2, com o objetivo de validar o funcionamento da moeda antes de disponibilizá-la ao público.

Segundo Naveen Mallela, executivo do JPMorgan, o foco principal da instituição está em atender empresas e grandes investidores. Ele explicou à Bloomberg que, embora as stablecoins recebam grande destaque no mercado, “para clientes institucionais, os produtos baseados em depósitos se mostram mais atrativos e até capazes de gerar rendimento”.

A principal diferença entre uma stablecoin e um token de depósito está no lastro. Enquanto as stablecoins são apoiadas por ativos como títulos do Tesouro americano, os tokens de depósito representam valores reais já mantidos em contas bancárias, apenas convertidos para o ambiente digital. Na prática, ambos oferecem funcionalidades muito parecidas — como a possibilidade de transações instantâneas e sem limitações de horário.

Essa mudança de estratégia também reflete a nova postura de Jamie Dimon. Conhecido por seu ceticismo em relação às criptomoedas — chegando a chamar o Bitcoin de “fraude” no ano passado —, o executivo passou a reconhecer o potencial da tecnologia blockchain à medida que o banco ampliava seus investimentos na área. Em junho, Dimon declarou que o JPMorgan pretende “liderar a vanguarda da inovação financeira”, destacando a JPM Coin como um dos exemplos mais promissores.

Por enquanto, a JPMD será disponibilizada exclusivamente para clientes institucionais, mas há indícios de que o banco pretende expandir o acesso no futuro. Além disso, o JPMorgan já registrou uma nova marca, “JPME”, o que sugere o desenvolvimento de uma versão semelhante da moeda, dessa vez baseada em euro.

Com essa iniciativa, o JPMorgan reforça sua posição de liderança no setor financeiro global, unindo a segurança tradicional dos bancos à inovação tecnológica do universo cripto. O movimento não apenas redefine a relação das instituições tradicionais com os ativos digitais, mas também coloca o banco na linha de frente da transformação financeira mundial.

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Brasil Economia

Petrobras pagará dividendos em duas parcelas

11/11/2025 por Redação

Acionistas da Petrobras receberão seus dividendos em duas parcelas.

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou o pagamento de dividendos no valor total de R$ 12,16 bilhões, correspondentes a R$ 0,94320755 por ação ordinária e preferencial em circulação. O montante será distribuído como antecipação da remuneração aos acionistas referente ao exercício de 2025, com base no balanço de 30 de setembro de 2025.

O pagamento proposto está em conformidade com a Política de Remuneração aos Acionistas. De acordo com essa política, quando o endividamento bruto da companhia for igual ou inferior ao limite máximo previsto no plano de negócios vigente — atualmente de US$ 75 bilhões — e atendidas as demais condições, a Petrobras deve distribuir 45% do fluxo de caixa livre aos acionistas. Essa distribuição não compromete a sustentabilidade financeira da empresa.

Os dividendos serão pagos em duas parcelas, nos meses de fevereiro e março de 2026, da seguinte forma: R$ 0,94320755 por ação ordinária e preferencial, sendo a primeira parcela, de R$ 0,47160378, paga em 20 de fevereiro de 2026, e a segunda, de R$ 0,47160377, em 20 de março de 2026.

Terão direito aos proventos os acionistas da Petrobras registrados na B3 até 22 de dezembro de 2025 (record date), e os detentores de ADRs negociados na New York Stock Exchange (NYSE) até 26 de dezembro de 2025. As ações da companhia serão negociadas ex-direitos na B3 a partir de 23 de dezembro de 2025.

Para os acionistas com papéis negociados na B3, o pagamento da primeira parcela ocorrerá em 20 de fevereiro de 2026, e o da segunda, em 20 de março de 2026. Já os detentores de ADRs receberão os valores a partir de 27 de fevereiro de 2026 e de 27 de março de 2026, respectivamente.

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