Governo brasileiro registra marca “Pix” no INPI

Governo brasileiro registrou o Pix no INPI como marca de alto renome.
Em meio as tensões com os Estados Unidos envolvendo o Pix, o governo brasileiro solicitou o registro do Pix como marca de alto renome. A confirmação do ato foi feita pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão.
“Na forma da Lei da Propriedade Industrial, é a maior proteção que se pode conferir a uma marca e ao seu símbolo”, afirmou o ministro.
As marcas de alto renome são aquelas conhecidas pela população por possuírem reputação, prestígio e confiança. Com isso, recebem proteção especial estabelecida pela Lei da Propriedade Industrial. Com esse reconhecimento, a marca fica protegida em todos os ramos econômicos, independentemente da classe de produtos ou serviços para a qual foi originalmente registrada.
A decisão do governo brasileiro em registrar a marca Pix se dá em meio a escalada de tensões com os Estados Unidos. O governo norte-americano, liderado por Donald Trump, alega que o Pix (sistema de transferência instantâneo e gratuito criado pelo Banco Central) vem gerando prejuízos às empresas norte-americanas, principalmente a Visa e a Mastercard, que são operadoras de cartão de crédito e cobram por suas operações.
Tether aposta em ouro digital e muda regras dos pagamentos globais

A nova estratégia da Tether com o XAUT levanta dúvidas sobre o impacto dessa integração entre criptoativos e consumo diário em mercados emergentes e grandes redes de pagamento.
O mercado de ativos digitais lastreados em ouro continua em forte expansão, ultrapassando a marca de US$ 5,3 bilhões em capitalização global. Esse avanço reflete a crescente busca por alternativas de proteção de valor em um cenário de maior incerteza econômica internacional.
Dentro desse segmento, a Tether consolidou posição de destaque ao responder por mais de US$ 2,6 bilhões desse total, reforçando sua relevância na emissão de instrumentos digitais vinculados ao metal precioso e na estruturação desse nicho em escala global.
A movimentação do setor também vem sendo impulsionada por novas soluções de pagamento que aproximam o ouro digital do consumo cotidiano. A integração entre ativos tokenizados e sistemas tradicionais de compra tem acelerado a adoção desses produtos em diferentes mercados.
Nesse contexto, a parceria entre a Tether e a Fasset introduziu um cartão de pagamentos conectado à rede Visa, permitindo a utilização de criptoativos em estabelecimentos físicos ao redor do mundo com conversão instantânea no momento da compra.
O funcionamento do sistema envolve a transformação automática do ativo XAUT em moeda fiduciária no instante da transação, passando por uma etapa intermediária em USDT antes da liquidação final no comércio, tudo em questão de segundos.
Além da funcionalidade de pagamento, o modelo também inclui incentivos financeiros, com cashback de até 6% em operações qualificadas. Os valores retornam ao usuário na forma de ativos lastreados em ouro, reforçando a lógica de acúmulo de reserva de valor dentro do próprio uso diário.
Outro recurso relevante é o arredondamento automático de compras, que direciona pequenas frações de cada gasto para aquisição contínua do ativo XAUT, permitindo que o usuário acumule exposição ao ouro de maneira progressiva e automatizada.
Segundo executivos da Tether, essa estrutura altera a forma como o ouro é percebido no sistema financeiro, deixando de ser apenas uma reserva estática para assumir um papel mais ativo dentro de pagamentos e circulação de capital global.
O presidente da companhia, Paolo Ardoino, destaca que a proposta amplia o acesso a transações sem barreiras geográficas, permitindo o uso de ativos digitais em compras do cotidiano, como supermercados e estabelecimentos locais, por meio de integração com aplicativos de pagamento.
Já a parceira Fasset atua fortemente nos mercados da Ásia e África, oferecendo infraestrutura para conversão rápida entre ativos digitais e moeda fiduciária, o que facilita a adoção em regiões com maior dependência de dinheiro físico.
De acordo com seu CEO, Mohammad Raafi Hossain, a empresa já movimenta cerca de US$ 32 bilhões anuais e tem como objetivo expandir o uso do XAUT em mercados emergentes, utilizando o cartão de pagamentos como ferramenta para ampliar o acesso do público geral a esse tipo de ativo.
O crescimento desse ecossistema ocorre em meio a uma demanda crescente por estabilidade financeira em regiões afetadas por forte volatilidade cambial e perda de poder de compra, impulsionando a adoção de instrumentos digitais com lastro em ouro.
Como parte dessa estratégia de expansão, a emissora do ativo anunciou a destinação de até US$ 1 milhão para reforçar programas de recompensas ligados às transações diárias, estimulando o uso contínuo da plataforma e consolidando sua presença no varejo digital global.
Estrela anuncia recuperação judicial

Uma das maiores fabricantes do país, Estrela confirma recuperação judicial em meio à crise.
Uma das maiores fabricantes de brinquedos do país, a Estrela, ingressou com um processo de recuperação judicial. Vivendo forte crise, a empresa alega que a dificuldade de acesso a crédito, juros altos e concorrência de opções digitais no mercado infantil agravaram seriamente sua saúde econômica.
“A recuperação judicial decorre da necessidade de reestruturação do passivo do grupo, em um contexto de pressões econômicas e setoriais relevantes. O objetivo é permitir a superação da atual situação econômico-financeira, mediante a reorganização estruturada do endividamento, preservando a continuidade das atividades empresariais, os empregos e a geração de valor para todos os stakeholders”, disse a companhia em seu comunicado.
A Estrela é conhecida por fabricar brinquedos clássicos como Banco Imobiliário, Autorama, Falcon, Genius, Susi, Comandos em Ação e Super Massa. Além da Manufatura de Brinquedos Estrela S.A., oito empresas do grupo também estão envolvidas na recuperação judicial, entre elas a Editora Estrela Cultural e a Estrela Distribuidora de Brinquedos. O processo foi iniciado na Comarca de Três Pontas-MG e o valor da dívida não foi divulgado.
A recuperação judicial nada mais é que um mecanismo usado por empresas com dificuldades financeiras para renegociar dívidas e evitar a falência. Durante o processo, a companhia apresenta um plano de reestruturação para continuar operando, manter empregos e organizar os pagamentos aos credores.
Papa John’s, rede de pizzaria, anuncia entrega de pizzas por drone

Papa John’s anunciou parceria com a empresa Wing para testar nova modalidade de entrega de pizzas.
A Papa John’s International, uma das maiores redes de pizzaria do mundo, anunciou nesta segunda-feira (11) que está testando entregas por drones nos Estados Unidos. A iniciativa é fruto de uma parceria com a Wing, empresa especializada nesse tipo de serviço e controlada pela Alphabet.
Segundo a rede, os testes começam também nesta segunda-feira (11) para clientes localizados nas proximidades do Sun Valley Commons, um centro comercial situado em um subúrbio próximo a Charlotte, na Carolina do Norte. Os pedidos devem ser feitos por meio de um aplicativo gerenciado pela Wing, e, neste primeiro momento, as entregas por drone contemplam apenas alguns sanduíches selecionados.
Na China, esse tipo de serviço já ganhou popularidade, com entregas de alimentos por drones sendo comuns em diversas cidades. Outras redes norte-americanas de fast food, como a Chipotle e a Dave’s Hot Chicken, também anunciaram recentemente testes em pequena escala com tecnologia semelhante à adotada pela Papa John’s.
Especialistas do setor destacam que, embora a tecnologia esteja disponível nos Estados Unidos, seu uso ainda enfrenta limitações regulatórias, como a exigência de que operadores mantenham linha de visão direta com os drones durante as operações.
A receita anual da Papa John’s em 2025 foi de US$ 1,963 bilhão, e a expectativa é de que esse valor seja superado em 2026, principalmente com o lançamento de novos produtos no mercado.
CEO da Coinbase confirma grande demissão de colaboradores

Segundo o CEO da Coinbase, demissão de 14% do quadro de funcionários está ligado aos avanços das IAs.
O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, anunciou nesta terça-feira (05) uma grande demissão no quadro de colaboradores da empresa. Mesmo sem números exatos, Armstrong confirmou que houve uma redução de 14% no quadro de funcionários da corretora. Entre os principais motivos para o desligamento dos colaboradores é o avanço das tecnologias de inteligência artificial (IA).
“Ao longo do último ano, vi engenheiros usando IA para entregar em dias o que antes levava semanas para uma equipe. Times não técnicos agora estão entregando código em produção e muitos dos nossos fluxos de trabalho estão sendo automatizados. O ritmo do que é possível com equipes pequenas e focadas mudou drasticamente e está acelerando a cada dia”, disse Armstrong.
Outro ponto destacado pelo CEO da Coinbase para explicar as demissões foram os números da corretora. Segundo Armstrong, a volatilidade de curto prazo do mercado afetou os resultados trimestrais, o que exigiu uma estrutura de custos mais enxuta. Vale destacar que a Coinbase é uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo e que 40% do seu código já vem sendo gerado por IA.
Dólar fecha a segunda-feira em baixa

Com a queda, dólar alcançou o menor patamar desde março de 2024.
O preço do dólar fechou em queda nesta segunda-feira (20). A moeda norte-americana registrou uma queda de 0,19%, finalizando o dia em R$4,9742. A cotação se manteve estável ao longo do dia, tendo apresentado poucas oscilações. Chama a atenção que com a queda atual a moeda estadunidense está no menor nível desde março 2024, sendo que somente em 2026 já houve um recuo de 9,38% no preço do dólar frente ao real.
Se por um lado o dólar apresentou um recuo, por outro o índice Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira (B3), fechou o dia em pequena elevação. O mercado fechou com 196,1 mil pontos, ou seja, uma elevação de 0,20%. Já o preço do petróleo também foi na contramão da queda do dólar e apresentou um aumento nesta segunda-feira.
Os contratos para junho do barril tipo Brent, a referência internacional, fecharam em elevação de 5,64%, a US$ 95,42. O West Texas Intermediate (WTI, que baliza o mercado americano) para maio subiu 6,87%, a US$ 89,61 por barril. A elevação do preço não chega a ser uma surpresa, pois o conflito entre Estados Unidos e Irã continua, sendo que o cessar fogo acordado entre as partes tem prazo final para a próxima quarta-feira (22), o que deixou o mercado instável e em dúvida sobre o futuro.
Decreto zera imposto do combustível de aviação

Combustível de aviação terá imposto zerado para tentar evitar a suba no preço das passagens.
A guerra entre os Estados Unidos e o Irã vem afetando o mundo inteiro, principalmente no que diz respeito aos combustíveis, afinal o principal foco da guerra é o petróleo. No Brasil, os combustíveis dispararam, inclusive o querosene de aviação (QAV), que recentemente sofreu uma alta de 55% em seu valor. Para tentar evitar a suba das passagens aéreas, o Governo Federal publicou um decreto que zera PIS/COFINS para o combustível de aviação.
Segundo o texto do decreto, que já foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), a medida é temporária, sendo válida entre o dia 08 de abril e 31 de maio. Para compensar o fim da cobrança de impostos sobre o QAV, o Governo Federal anunciou a elevação da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do cigarro, que subirá de 2,25% para 3,5%, com o preço mínimo da carteira passando de R$ 6,50 para R$ 7,50.
Vale destacar que o preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente. O último reajuste, que chamou a atenção pela grande elevação do preço do combustível de aviação, aconteceu justamente no momento em que o mundo enfrenta uma escalada no preço do barril do petróleo por causa da guerra no Oriente Médio. A região concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção mundial, o que levou a distorções na cadeia de petróleo e a escalada de preços no mercado global.
Aumento no preço dos combustíveis é injustificado, diz presidente Lula

Presidente Lula afirmou que o Governo Federal interviu com subsídios e que aumento no preço dos combustíveis é injustificado.
O aumento no preço dos combustíveis, principalmente do diesel e do etanol tem chamado bastante a atenção. Em meio a onda de elevação dos preços, o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o aumento no preço dos combustíveis é injustificado. De acordo com Lula, o Governo Federal interviu com subsídios após a alta do petróleo e que os conflitos no Oriente Médio não interferiram na suba recente dos preços. Lula ainda afirmou que operações estão sendo feitas para barrar o aumento ilegal no preço dos combustíveis.
“A gente criou subsídio e a gente tem a Petrobras para não permitir que o aumento chegue ao consumidor. Mesmo assim, tem malandro no posto de gasolina aumentando a gasolina e o etanol, que não têm nada a ver com a guerra no Irã. E estão aumentando o óleo diesel, mesmo com a gente dando subsídio. Por isso, estamos com a Polícia Federal e os Procons na rua para pegar todas as pessoas que tiram proveito para prejudicar o povo e os caminhoneiros”, disse o presidente.
O impacto da guerra no Irã tem colocado em alerta autoridades, agentes do setor e consumidores, especialmente em relação aos combustíveis derivados do petróleo, como diesel, gás e gasolina, já que o conflito vem provocando instabilidades na cadeia global da commodity.
No Brasil, diante desse cenário, o Governo Federal tomou providências para conter a alta dos preços, entre elas a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins, impostos federais que incidem sobre o diesel. Esse combustível, essencial para ônibus, caminhões e tratores, é o mais afetado pelas oscilações do mercado internacional. Isso ocorre, em parte, porque o país ainda depende de importações para suprir cerca de 30% do consumo de óleo, o que o torna mais vulnerável às variações externas.
Dólar recua e anima mercado

O dólar despenca após sinais de alívio geopolítico, gerando recuperação na bolsa e movimentações surpreendentes no petróleo.
O mercado financeiro global registrou um dia de alívio nesta segunda-feira (23), refletindo o recuo de tensões entre Estados Unidos e Irã. O dólar fechou abaixo de R$ 5,25, cotado a R$ 5,24, com queda de 1,29%, enquanto a B3 mostrou forte recuperação: o Ibovespa avançou 2,25%, encerrando o pregão aos 181.931 pontos. Durante o dia, a moeda norte-americana chegou à mínima de R$ 5,21, por volta do meio-dia, e o índice acionário tocou próximo dos 183 mil pontos às 15h38.
O movimento de alívio foi impulsionado por declarações do presidente Donald Trump, que indicou o adiamento de possíveis ataques à infraestrutura energética iraniana e afirmou que um acordo nuclear estava prestes a ser fechado. Dois petroleiros indianos também conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz, contribuindo para reduzir a pressão geopolítica sobre os mercados. Apesar disso, autoridades iranianas negaram a existência de negociações formais, mantendo certa cautela entre investidores.
Moedas emergentes e papéis domésticos em alta
A redução da aversão ao risco fez investidores reduzirem posições defensivas, favorecendo moedas de mercados emergentes, como o real brasileiro. No caso do Ibovespa, o avanço foi liderado por ações de bancos e empresas voltadas ao consumo interno, enquanto os papéis da Petrobras tiveram ganhos mais modestos, pressionados pela queda nos preços do petróleo internacional.
Mesmo com a forte desvalorização do dólar nesta segunda, a moeda acumula alta de 2,08% frente ao real em março. No ano, entretanto, o dólar registra queda de 4,52%, refletindo um cenário misto de volatilidade e recuperação parcial nos mercados financeiros.
Petróleo despenca com expectativa de acordo
O barril do tipo Brent, referência internacional, recuou 10,9%, fechando a US$ 99,94, abaixo da marca de US$ 100 pela primeira vez desde o dia 16 do mês passado. A descompressão nos preços foi alimentada pelo otimismo com a possibilidade de redução de hostilidades no Oriente Médio, mas especialistas alertam que a volatilidade deve continuar diante de sinais contraditórios e da incerteza sobre um cessar-fogo duradouro.
Israel mantém restrições em aeroportos, enquanto os Estados Unidos continuam com movimentações militares na região, reforçando a necessidade de cautela nos mercados.
Criptomoedas e a pressão do governo

A criptomoeda vira foco de cobrança de deputados que exigem do governo transparência sobre arrecadação e fiscalização.
O deputado federal Kim Kataguiri (MISSÃO-SP) protocolou nesta segunda-feira (23) o Requerimento de Informação RIC 615/2026, solicitando ao Governo Federal maior clareza sobre a tributação de bitcoin e outros criptoativos. O documento, direcionado ao Ministério da Fazenda, busca detalhar como os impostos estão sendo arrecadados e monitorados, incluindo tanto o Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) quanto o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) em transações digitais.
O objetivo central do parlamentar é analisar os efeitos práticos da Instrução Normativa RFB nº 1.888, de 3 de maio de 2019, que obriga investidores e corretoras (exchanges) a reportarem mensalmente suas movimentações à Receita Federal do Brasil. A iniciativa inclui uma lista de 12 perguntas diretas ao Ministério da Fazenda, abordando desde o total arrecadado até a fiscalização de sonegadores e o monitoramento de dados para prevenir fraudes fiscais.
Entre os principais dados solicitados, Kataguiri quer saber:
- O montante total arrecadado pela União com IRPF e IRPJ em operações com criptomoedas desde 2019.
- A quantidade de pessoas físicas e jurídicas que efetivamente declararam transações com criptoativos a cada ano.
- O valor total movimentado no país com base nas declarações entregues.
- O número de autos de infração emitidos a sonegadores e o total arrecadado em multas.
- Se existem estudos em andamento no Ministério da Fazenda para aprimorar a fiscalização do mercado de criptoativos.
Brasil como referência global em criptoativos
Para justificar a cobrança, Kataguiri destacou que o país se tornou uma referência internacional em negociações de ativos digitais. “Nos últimos anos, o Brasil passou a figurar entre os países com maior volume de negociação de criptomoedas, o que exige transparência e rigor técnico do poder público sobre os efeitos fiscais desse novo ambiente econômico”, afirmou.
O parlamentar também apontou que o crescimento desse mercado transformou a estrutura das finanças brasileiras. “O uso crescente de criptoativos nas transações financeiras representa uma mudança estrutural nos mercados, impactando diretamente a política tributária, a arrecadação federal e os mecanismos de fiscalização do Estado”, destacou. No entanto, ele criticou a falta de dados consolidados por parte da Receita Federal: “Mesmo passados vários anos desde a norma, ainda são escassas as informações públicas sobre seus efeitos reais na arrecadação tributária”.
Avaliação da eficácia fiscal e regulatória
Kataguiri reforça que, sem acesso a esses números, é impossível mensurar se a fiscalização da Receita Federal está atingindo seus objetivos. “A ausência de dados detalhados sobre volume de operações reportadas, número de contribuintes, valor das bases tributáveis e montante arrecadado dificulta uma avaliação objetiva da eficácia regulatória e fiscal da medida”, escreveu no requerimento.
O deputado também alerta que a divulgação desses dados é fundamental para garantir que a tributação de criptoativos seja acompanhada de forma transparente, evitando que o crescimento do setor ocorra sem controle e sem impactos claros sobre a arrecadação e a fiscalização federal.