Receita já recebeu mais de 2 milhões de declarações do IR 2025

Número representa apenas 4,9% do total esperado; prazo final vai até 30 de maio.
A Receita Federal já recebeu mais de 2,2 milhões de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2025 até às 17h desta quinta-feira (20). Esse número corresponde a 4,9% do total esperado para este ano, que deve chegar a 46,2 milhões de documentos.
O prazo final para a entrega da declaração é 30 de maio, às 23h59, e os contribuintes já podem acessar o programa gerador desde o dia 13 deste mês. A Receita Federal projeta um crescimento de quase 7% na quantidade de envios em relação ao ano passado, quando 43,2 milhões de declarações foram entregues.
Devem declarar aqueles que tiveram rendimentos tributáveis superiores a R$ 33.888 em 2024 ou que registraram receita bruta acima de R$ 169.440 em atividades rurais. Por outro lado, quem recebeu até dois salários mínimos mensais está isento, a menos que se enquadre em outros critérios de obrigatoriedade.
Nova linha de crédito facilita acesso a juros mais baixos

Trabalhadores poderão contratar empréstimos com garantia do FGTS diretamente pelo celular.
O governo federal lança nesta sexta-feira (21) uma nova modalidade de crédito que permitirá aos trabalhadores solicitarem empréstimos diretamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital). Com garantia dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a iniciativa busca reduzir os juros e oferecer condições mais acessíveis para quem precisa renegociar dívidas ou obter crédito com mais segurança.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que essa medida chega em um momento crítico, no qual os trabalhadores enfrentam taxas elevadas no crédito pessoal. “Hoje, quem contrata um empréstimo comum no banco paga juros que passam de 5% ou 6% ao mês. Com essa nova opção, as condições serão bem melhores, principalmente para quem tem um vínculo empregatício de longo prazo”, destacou.
Para utilizar o serviço, o trabalhador precisará autorizar o compartilhamento de informações como nome, CPF, margem consignável e tempo de empresa. Os bancos credenciados terão até 24 horas para apresentar propostas, e a contratação será feita diretamente pelo canal digital da instituição escolhida. O objetivo é garantir mais transparência na comparação de taxas, permitindo que o trabalhador opte pela oferta mais vantajosa.
A partir de 25 de abril, os bancos também poderão oferecer crédito consignado privado dentro de suas próprias plataformas digitais. Essa mudança amplia o alcance da iniciativa e facilita o acesso a juros mais baixos para um maior número de trabalhadores.
Haddad exemplificou o impacto da medida ao citar o caso de empregadas domésticas que, mesmo com anos de trabalho registrado, tinham dificuldades para conseguir crédito com boas condições. “Antes, uma pessoa com 10 anos de carteira assinada pagava taxas muito altas, mesmo tendo um histórico que permitiria um crédito mais barato. Agora, esse trabalhador terá acesso a condições mais justas”, afirmou.
Além das mudanças no crédito, o ministro comentou sobre o impacto das taxas de juros na economia e as ações do Banco Central. Ele lembrou que a recente elevação da Selic para 14,25% ao ano já era esperada desde dezembro de 2024, durante a gestão do ex-presidente da autarquia, Roberto Campos Neto. Segundo Haddad, a decisão impôs desafios à nova diretoria do BC, que agora precisa administrar esse cenário sem comprometer o crescimento econômico.
A taxa Selic, principal ferramenta do Banco Central para conter a inflação, influencia diretamente o custo do crédito no país. Atualmente, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, acumula alta de 5,06% nos últimos 12 meses. Haddad reforçou que o governo tem trabalhado para equilibrar as contas públicas e garantir que as metas fiscais sejam cumpridas, o que também contribui para a redução da inflação.
O ministro defendeu que o Brasil pode crescer de maneira sustentável sem recorrer a uma recessão para controlar os preços. “Nós temos uma tarefa que é conter o aumento dos preços. Isso precisa ser feito em conjunto pelo Executivo e pelo Banco Central, de forma equilibrada. O Brasil passou anos sem crescimento e não podemos aceitar a ideia de que a única forma de controlar a inflação é freando a economia”, concluiu.
XRP dispara e impulsiona criptomoedas após vitória judicial

Decisão da SEC de abandonar processo contra a Ripple reacende otimismo no mercado de criptomoedas.
O preço da XRP experimentou um aumento notável nesta quarta-feira (19), impulsionado por um marco jurídico importante para a Ripple, que teve repercussões significativas no mercado de criptomoedas.
Brad Garlinghouse, CEO da Ripple, foi quem divulgou a notícia que causou a reação positiva: a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) decidiu retirar o processo contra a empresa. Essa decisão gerou um clima de otimismo imediato, fazendo o preço da XRP disparar momentaneamente.
Desde março de 2024, a XRP tem se destacado como uma das criptomoedas mais favorecidas pela alta do mercado. Seu valor saltou de US$ 0,58 para US$ 2,52, um impressionante crescimento de 325% em menos de um ano.
Contudo, no início de março de 2025, a criptomoeda chegou a se aproximar da marca de US$ 3, mas passou por uma correção de curto prazo, recuando para US$ 2,32. Esse movimento de queda foi temporário, e com a notícia sobre a SEC, a recuperação foi rápida. O valor da XRP subiu novamente de US$ 2,23 para US$ 2,56.
Dados do CoinMarketCap mostram que, nas últimas 24 horas, a criptomoeda apresentou uma valorização de 14%. Porém, quando comparado ao Real, o ganho foi de 8%, com o preço da XRP alcançando R$ 14,00 por unidade, conforme informações da plataforma Mercado Cripto Livecoins. Essa valorização mais modesta se deve à recente desvalorização do Dólar, que atingiu seu menor valor nos últimos meses, cotado a R$ 5,68.
O confronto entre a Ripple e a SEC, que ganhou grande visibilidade no final de 2020, provocou uma queda considerável no preço da XRP. Naquele momento, várias corretoras decidiram deslistar a criptomoeda por temor de possíveis consequências regulatórias, o que agravou a situação de liquidez para os investidores.
Após anos de intensas disputas legais, a XRP agora respira aliviada. Com a possível retirada do processo pela administração do governo Trump, os investidores renovaram suas expectativas quanto ao futuro da criptomoeda. A possibilidade de um novo aumento expressivo, superando a máxima histórica de US$ 3,84, começa a ser novamente discutida.
Brad Garlinghouse aproveitou para compartilhar sua satisfação nas redes sociais. Em um vídeo de mais de quatro minutos publicado no X, ele afirmou: “O momento que esperávamos finalmente chegou. A SEC retirará sua apelação, representando uma grande vitória para a Ripple, para o setor de criptomoedas e para os mercados ao redor do mundo.”
Copom eleva taxa Selic

Copom aumentou em 1 ponto a taxa Selic, que alcançou 14,25% ao ano.
Nesta quarta-feira(19), o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, confirmou o reajuste da taxa Selic. A alta na taxa básica de juros foi de um ponto, alcançando o patamar de 14,25% ao ano. Esta é a terceira alta consecutiva desde o mês de outubro e a decisão pela elevação foi unânime entre os membros do comitê.
De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a elevação nos percentuais da taxa Selic não chega a ser uma surpresa, pois faz parte do “guidance” (projeção) do colegiado do Banco Central do final de 2024. Na realidade, O BC decidiu seguir o ritmo já previsto de aperto nos juros e indicou um ajuste de menor magnitude na próxima reunião se confirmado o cenário esperado.
Com a Selic no patamar de 14,25% ao ano, a taxa básica de juros brasileira alcança o seu maior valor desde 2016, quando permaneceu nesse percentual até o mesmo de outubro. Na época, o país passava por uma grave crise econômica e estava em meio ao processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff. O Copom pretende uma redução na Selic na próxima reunião, mas vale destacar que se houver um aumento a taxa básica de juros alcançará o seu maior patamar em 20 anos.
Abaixo, confirma a nota emitida pelo Copom:
“O ambiente externo permanece desafiador em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente pela incerteza acerca de sua política comercial e de seus efeitos. Esse contexto tem gerado ainda mais dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed e acerca do ritmo de crescimento nos demais países. Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O Comitê avalia que o cenário externo segue exigindo cautela por parte de países emergentes.
Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado dinamismo, ainda que sinais sugiram uma incipiente moderação no crescimento. A inflação cheia e as medidas subjacentes mantiveram-se acima da meta para a inflação e novamente apresentaram elevação nas divulgações mais recentes.
As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus elevaram-se de forma relevante e situam-se em 5,7% e 4,5%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o terceiro trimestre de 2026, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,9% no cenário de referência (Tabela 1).
Persiste uma assimetria altista no balanço de riscos para os cenários prospectivos para a inflação. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; e (iii) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) impactos sobre o cenário de inflação de uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada; e (ii) um cenário menos inflacionário para economias emergentes decorrente de choques sobre o comércio internacional e sobre as condições financeiras globais.
O Comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes.
O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho, o que exige uma política monetária mais contracionista.
O Copom então decidiu elevar a taxa básica de juros em 1,00 ponto percentual, para 14,25% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.
Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, da elevada incerteza e das defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de menor magnitude na próxima reunião. Para além da próxima reunião, o Comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.
Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.”
Enel oferece condições especiais para renegociação de dívidas

Parcelamentos sem juros e descontos estão disponíveis até 31 de março.
A Enel São Paulo iniciou nesta segunda-feira (17) um programa especial para renegociação de dívidas, permitindo que consumidores regularizem seus débitos com condições diferenciadas até 31 de março. O parcelamento e os descontos variam conforme o perfil do cliente, tornando a adesão mais acessível.
Para aqueles que possuem contas em atraso há mais de 60 dias, é possível parcelar o valor devido em até sete vezes, sendo necessário um pagamento inicial de pelo menos 10% do total. A negociação pode ser realizada de forma digital, através do site da Enel, pelo aplicativo da companhia, via WhatsApp (21 99601-9608) ou ainda pelo telefone da central de atendimento: 0800-72 72 120.
Consumidores cadastrados no Cadastro Único (CadÚnico) e beneficiários da tarifa social de energia elétrica contam com condições ainda mais vantajosas. Para esse grupo, a possibilidade de parcelamento chega a 36 vezes sem incidência de juros. Além disso, aqueles que possuem dívidas vencidas há mais de 180 dias podem obter um desconto de 10% caso optem pelo pagamento integral do saldo devedor.
A Enel reforça que cada caso será analisado individualmente e que o parcelamento pode envolver encargos adicionais. Os valores renegociados serão incorporados às contas de energia subsequentes, facilitando a regularização do serviço sem comprometer excessivamente o orçamento do consumidor.
Até o dia 23 de março, os clientes interessados também têm a opção de realizar a renegociação presencialmente na tenda de atendimento instalada no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. A iniciativa faz parte do Feirão Limpa Nome, promovido pela Serasa, ampliando as opções para quem busca regularizar suas contas de forma prática e eficiente.
Previsões do Standard Chartered agitam o mercado de criptomoedas

Bitcoin segue otimista, enquanto Ethereum enfrenta desafios com novas concorrentes.
O recente relatório divulgado pelo Standard Chartered, em 17 de março de 2025, gerou grande repercussão entre os investidores de criptomoedas, com foco no Bitcoin e Ethereum. Apesar das quedas no início deste ano, o estudo traz uma visão otimista sobre o futuro dessas moedas, especialmente até o final de 2025. O cenário, segundo a instituição financeira britânica, deve melhorar nos próximos anos, com a expectativa de uma valorização considerável no mercado de criptomoedas.
O Ethereum, uma das moedas digitais mais valiosas, foi um dos ativos mais impactados pela revisão das previsões. Inicialmente, o banco apostava em um preço de US$ 10 mil para o Ether, mas agora ajustou essa expectativa para US$ 4 mil. A mudança é um reflexo das condições atuais do mercado e dos desafios enfrentados pela rede Ethereum. Embora essa previsão ainda seja positiva, quando comparada ao preço atual de US$ 1.946,00, ela representa uma redução significativa em relação à estimativa anterior.
Essa revisão para baixo pode ser atribuída à competição crescente de outras blockchains que estão ganhando força no mercado. Uma delas é a Base, uma blockchain L2 (Layer 2) construída sobre o Ethereum. A Base tem atraído cada vez mais a atenção de desenvolvedores e investidores, criando uma alternativa mais eficiente e com custos reduzidos em relação ao Ethereum. Com isso, há uma redistribuição de valor do Ethereum para essas novas plataformas, o que enfraquece o papel dominante da rede.
Apesar de sua projeção de valorização mais modesta, o Ethereum ainda deverá experimentar um crescimento expressivo caso a previsão de US$ 4 mil se concretize. Isso representaria mais que o dobro de seu valor atual, mas ainda ficaria abaixo do pico histórico de US$ 4,8 mil alcançado em novembro de 2021. Essa alta, embora significativa, não seria a maior já registrada e mostra que o Ethereum ainda enfrenta desafios para superar suas máximas anteriores.
O Standard Chartered também prevê que, até 2027, a relação entre o Ethereum e o Bitcoin poderá cair drasticamente, chegando a apenas 0,015. Isso indica uma perda significativa de valor do ETH em comparação ao BTC, o que reflete um enfraquecimento da segunda criptomoeda em relação à crescente valorização do Bitcoin.
Enquanto o Ethereum enfrenta esses desafios, o Bitcoin mantém uma perspectiva positiva. O banco britânico não alterou sua previsão otimista para o BTC e, conforme foi indicado no final de 2024, ainda acredita que o Bitcoin pode alcançar os US$ 200 mil até o final de 2025. Esse valor representaria um crescimento substancial, considerando que o preço do Bitcoin, nesta segunda-feira, estava em torno de US$ 84.496,00.
Caso o cenário projetado pelo Standard Chartered se concretize, os investidores de longo prazo no Bitcoin podem se beneficiar de grandes lucros. No entanto, a volatilidade do mercado ainda gera incertezas, e muitos investidores continuam optando por vender no curto prazo, com receio de correções inesperadas nos preços.
No geral, o mercado de criptomoedas está em um momento de transição. O Bitcoin segue como uma aposta segura, enquanto o Ethereum enfrenta novos obstáculos, principalmente devido à concorrência crescente e à evolução das tecnologias. O futuro desses ativos continua a ser promissor, mas também incerto, com o ano de 2025 se apresentando como um período de grandes desafios e oportunidades para os investidores.
Hashdex propõe alteração em ETF de criptomoedas nos EUA para incluir mais altcoins

A modificação visa expandir o índice do fundo, oferecendo uma maior diversidade de ativos digitais, mas também traz novos riscos para os investidores.
A Hashdex, empresa brasileira, submeteu à SEC (Securities and Exchange Commission) dos Estados Unidos um pedido para modificar seu ETF de criptomoedas. A proposta visa expandir a composição do fundo, incluindo mais altcoins, com o objetivo de tornar o produto mais atrativo para investidores. A principal mudança, divulgada no dia 14 de março de 2025, é a substituição do índice de referência, que passará a ser o Nasdaq Crypto Settlement Price Index (NCIS), em vez do Nasdaq Crypto US Settlement Price Index (NCIUSS).
Com essa alteração, o ETF da Hashdex passa a incluir um leque maior de criptomoedas, ampliando as opções além de Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH). As novas moedas adicionadas ao índice incluem Solana (SOL), XRP Ledger (XRP), Cardano (ADA), Chainlink (LINK), Avalanche (AVA), Litecoin (LTC) e Uniswap (UNI). Essa mudança pode proporcionar uma melhor performance do fundo, ao capturar uma gama mais ampla de projetos, mas também traz riscos relacionados à maior exposição a altcoins com menos fundamentos consolidados no mercado.
O ETF alterado, chamado Hashdex Nasdaq Crypto Index US ETF (NCIQ), não será disponibilizado na bolsa brasileira, mas oferece uma alternativa para investidores que buscam diversificar sua exposição a criptomoedas de maneira regulamentada e acessível. A decisão da SEC sobre o pedido da Hashdex pode impactar o desempenho do ETF, influenciando sua precificação no mercado.
Apesar da possível volatilidade nos preços dos produtos, a inclusão de altcoins no novo índice gerou reações positivas de alguns projetos, como a Litecoin (LTC), que comentou publicamente a mudança em seu perfil na plataforma X, que conta com mais de 1 milhão de seguidores.
Investir em ETFs de criptomoedas oferece aos investidores a chance de se expor ao setor sem a necessidade de adquirir diretamente as moedas digitais, uma opção atrativa especialmente para quem deseja evitar os riscos e desafios da custódia e da negociação direta. No entanto, isso não elimina os riscos de mercado. A inclusão de altcoins pode aumentar a volatilidade do ETF, uma vez que esses ativos frequentemente apresentam um comportamento mais imprevisível e menos fundamentado em comparação com as criptomoedas mais estabelecidas.
Além disso, mudanças na composição do ETF podem alterar a forma como os investidores devem reportar seus ganhos à Receita Federal dos EUA (IRS). Com a expansão do índice, a tributação sobre os ganhos pode ser afetada, exigindo ajustes nos processos de declaração de impostos.
Outro ponto relevante são os custos operacionais e as taxas de administração. A ampliação do portfólio e a alteração da estratégia podem gerar despesas adicionais para a Hashdex, que, por sua vez, pode ser repassada aos investidores. Mesmo com esses desafios, a empresa brasileira segue atenta às novas oportunidades no mercado de criptomoedas, buscando sempre ajustar seus produtos para acompanhar as inovações e a evolução do setor.
Dólar cai para menor valor em quatro meses e Ibovespa registra alta

Impulsionados por dados econômicos positivos e estímulos globais, o dólar encerra abaixo de R$ 5,70, enquanto a bolsa de valores avança pelo quarto dia consecutivo.
O mercado financeiro desta segunda-feira (17) foi impulsionado por uma combinação de fatores positivos, tanto internos quanto externos, resultando em um dia de grande otimismo. O dólar comercial fechou a R$ 5,686, registrando uma queda de R$ 0,57 (-0,99%) e alcançando sua cotação mais baixa em quatro meses. Durante a tarde, a moeda tocou a mínima de R$ 5,66, um momento em que investidores aproveitaram para comprar a divisa norte-americana a um preço mais acessível.
Com esse resultado, o dólar atingiu o menor valor desde 7 de novembro do ano passado, quando foi negociado a R$ 5,67. No acumulado de 2025, a moeda acumula uma desvalorização de 7,99%. Esse cenário refletiu uma tendência de queda contínua ao longo do dia, com a maior aceleração da desvalorização ocorrendo no período da tarde.
O desempenho da bolsa de valores também foi marcante. O índice Ibovespa, da B3, avançou 1,46%, fechando aos 131.213 pontos e atingindo o nível mais alto desde o final de outubro. Esse crescimento foi impulsionado por uma alta generalizada entre as ações, com destaque para setores como petroleiras, mineradoras e bancos.
O bom desempenho do mercado pode ser atribuído a uma série de fatores favoráveis. No Brasil, a divulgação do indicador de atividade econômica do Banco Central (BC) revelou um crescimento de 0,9% em janeiro, superando as expectativas do mercado. Esse dado trouxe otimismo para investidores, especialmente em ações de empresas voltadas ao consumo, que se beneficiaram diretamente do desempenho positivo da economia brasileira.
A nível global, o pacote de estímulos econômicos anunciado pela China também teve um impacto significativo, favorecendo os países emergentes. Como o país asiático é o maior consumidor de commodities, sua recuperação beneficia países como o Brasil, que se aproveitam dessa demanda crescente por produtos como petróleo e minérios.
Além disso, o aumento nos preços do petróleo também contribuiu para o impulso nos mercados emergentes. O barril do tipo Brent ultrapassou novamente os US$ 70, devido aos ataques aéreos dos Estados Unidos no Iémen. A expectativa de um possível cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia também gerou um clima de otimismo entre os investidores globais, refletindo positivamente nos mercados financeiros.
Em resumo, o dia foi marcado por uma série de fatores positivos que favoreceram tanto o mercado cambial quanto o de ações, com destaque para o desempenho do Ibovespa e a valorização do real frente ao dólar.
KriptoBR revela prejuízo de mais R$ 500 mil em fraudes

Fraudes de estorno já geraram mais de meio milhão em prejuízo à KriptoBR
A KriptoBR, que é conhecida por ser revendedora oficial de carteiras de criptomoedas da Trezor, Ledger e outras marcas, revelou nesta sexta-feira (14) que está passando por um grande problema. De acordo com a empresa, fraudes envolvendo estorno de PIX e cartões de crédito já geraram um prejuízo de mais de R$ 500 mil aos seus cofres.
Em comunicado, a KriptoBR disse que vem judicializando demandas contra os golpitas, tanto na esfera cível como criminal, para assim tentar evitar novas fraudes. Segundo a empresa, estão conseguindo ter sucesso nas disputas que envolvem pagamento via pix, porém, a situação não é a mesma quando envolve disputa com pagamentos que foram realizados com cartão de crédito.
“MED do Pix, a gente ganhou 100%. Agora, chargeback de cartão de crédito, raramente a gente ganha. A gente tem entrado com ação cível e criminal, inclusive fazendo boletim de ocorrência pra abrir um inquérito policial em cima dessas pessoas que se acham as espertinhas, porque elas usam os próprios dados”, disse Jefferson Rondolfo, fundador da KriptoBR, ao portal Livecoins.
O anúncio das fraudes sofridas pela KriptoBR começou no X, antiga rede social Twitter, quando respondeu a um negociador de criptomoedas que reclamava de golpes que havia sofrido em situação semelhante. A empresa afirmou que possui uma lista de mais de 2 mil CPFs de fraudadores, além de diversos CEPs.
Tudo sobre as novas Regras do Imposto de Renda 2025

O que você precisa saber sobre as mudanças no preenchimento e prazos da declaração do Imposto de Renda 2025.
A partir do dia 13 de março, os contribuintes poderão acessar o programa de declaração do Imposto de Renda 2025, que será disponibilizado juntamente com a instrução normativa do IRPF. No entanto, o período de envio das declarações começará apenas em 17 de março e seguirá até 30 de maio, com um prazo final para o cumprimento das obrigações fiscais.
Outra novidade importante é a declaração pré-preenchida, que estará disponível a partir de 1º de abril. Essa ferramenta é uma grande aliada no preenchimento da declaração, pois já incorpora dados informados pelas instituições à Receita Federal, o que ajuda a reduzir as chances de erros no processo.
Apesar dessa comodidade, a responsabilidade sobre as informações prestadas continua sendo do contribuinte. Portanto, é essencial revisar, corrigir e, se necessário, complementar os dados antes do envio final.
Novos critérios de obrigatoriedade para a declaração
Entre as mudanças mais relevantes estão os ajustes nos critérios de obrigatoriedade para a entrega da declaração. Agora, quem tiver rendimentos tributáveis anuais superiores a R$ 33.888,00 (antes o limite era R$ 30.639,90) será obrigado a declarar. Da mesma forma, o limite de receita bruta para a atividade rural foi alterado, passando de R$ 153.999,50 para R$ 169.440,00.
Além disso, com a promulgação da Lei 14.754/2023, surgiram novas exigências. Quem obteve rendimentos de investimentos no exterior, como aplicações financeiras, lucros ou dividendos, também terá que declarar. Esta mudança substitui a isenção anterior para esses tipos de rendimento, tornando a obrigação mais abrangente.
Outro ponto importante é a Lei 14.973/2024, que impõe a obrigatoriedade de declarar para aqueles que atualizaram bens imóveis em 2024, pagando 4% de imposto sobre o ganho de capital. Este critério também entra em vigor a partir deste ano.
Atualizações e ajustes no preenchimento de investimentos no exterior
Com as novas regras para investimentos no exterior, muitos esperavam que a Receita Federal criasse um campo exclusivo no programa de declaração para registrar esses rendimentos. A expectativa era a de que fosse criada uma ficha separada para os lucros provenientes de investimentos no exterior, de forma análoga à ficha para a renda variável na B3.
No entanto, a Receita Federal surpreendeu ao determinar que os lucros e prejuízos relacionados aos investimentos no exterior devem ser informados na aba de bens e direitos. Essa escolha gerou certa confusão, já que o local designado não parece ser o mais adequado para esse tipo de informação.
Na prática, essa mudança implica que o contribuinte deverá informar o lucro, prejuízo ou rendimento de cada ativo individualmente. Embora a Receita Federal consolide essas informações em uma única apuração ao final, a exigência de detalhamento por ativo torna o processo mais complexo e burocrático, especialmente para quem possui uma carteira diversificada de investimentos.
Implicações para quem lida com diversos ativos
Para aqueles que compram e vendem ativos dentro do mesmo ano, essa alteração exige uma atenção ainda maior. Antes, quando o saldo de um ativo era zerado no mesmo ano, o contribuinte não precisava informar o bem na ficha de bens e direitos, bastando declarar o rendimento obtido. Agora, com a nova estrutura, será necessário declarar separadamente os lucros, prejuízos e rendimentos de cada ativo, o que torna o processo mais trabalhoso.
Embora muitos aguardem uma manifestação da Receita Federal para esclarecer mais sobre essa mudança, é provável que novos comunicados sejam emitidos, detalhando as motivações por trás dessa exigência. Esse esclarecimento ajudará os contribuintes a se ajustarem corretamente às novas regras e evitar confusões durante o preenchimento da declaração do Imposto de Renda.