Guerra no Oriente Médio pode fazer com exportação de combustível brasileiro aumente

Expectativa é que a exportação de combustível brasileiro cresça nos próximos meses por conta da Guerra no Oriente Médio, mas setor alimentício deve ser afetado negativamente.
A guerra no Oriente Médio, principalmente envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, influenciou diretamente no preço do barril do petróleo. De acordo com Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a exportação de combustível brasileiro deve aumentar.
“O Brasil é um exportador líquido de petróleo e, na medida em que o preço do petróleo suba, o saldo do comércio de combustíveis tende a aumentar”, disse Brandão.
Por outro lado, se a guerra no Oriente Médio pode influenciar beneficamente a exportação de combustível brasileiro, por outro, alguns setores devem sentir um impacto maior com os conflitos. O setor de alimentos deve ser um dos que mais vai sentir a queda nas exportações. Vale destacar que produtos como carne de frango e bovina, milho, açúcar e produtos halal (produzidos conforme as normas islâmicas) são vendidos ao Oriente Médio.
Em termos percentuais, segundo o Mdic, aproximadamente 32% das exportações brasileiras de milho têm como destino o Oriente Médio. Já a participação chega a 30% no caso da carne de aves, 17% para o açúcar e 7% para a carne bovina. Ainda assim, Brandão diz que a queda será apenas momentânea e que a demanda por alimentos nesses países não vai desaparecer e os fluxos tendem a se normalizar à medida que os conflitos diminuam.
Petróleo dispara após tensão no Oriente Médio

Especialistas alertam que a alta do petróleo pode gerar efeitos imediatos na inflação e nos mercados globais.
O mercado internacional de petróleo registrou fortes altas nesta segunda-feira (2), reagindo diretamente à ofensiva militar coordenada pelos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. O ataque resultou na morte de centenas de pessoas, incluindo o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, além de outras autoridades de alto escalão. O temor de desestabilização na região elevou rapidamente os preços da commodity, refletindo a volatilidade típica em cenários de conflito geopolítico.
Por volta do meio-dia, o barril do petróleo Brent, referência global, era negociado em Londres próximo a US$ 79, registrando alta de aproximadamente 7,6%. Nos Estados Unidos, o WTI, índice de referência norte-americano, atingiu pouco mais de US$ 71 o barril, avanço de cerca de 6%. A movimentação ocorre em um mercado que opera praticamente 24 horas por dia nos dias úteis, ajustando cotações de acordo com o sentimento dos investidores frente a eventos econômicos e políticos.
No Brasil, o impacto das cotações internacionais também se fez sentir. Por volta das 13h, os papéis da Petrobras subiam 3,90% na B3, cotados a R$ 44,39, acompanhando a tendência global de valorização da commodity.
Especialistas destacam que a tensão se concentra no Estreito de Ormuz, rota estratégica ao sul do Irã que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra cerca de 20% do transporte marítimo de petróleo e gás do planeta. Segundo Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating, qualquer interrupção na passagem teria efeito imediato sobre os preços internacionais. “É o principal fator que faz o preço do petróleo disparar. Com o Estreito de Ormuz fechado, a oferta cai drasticamente e os valores sobem quase que de forma imediata”, explica.
O bloqueio parcial do estreito já se mostrou sensível no último sábado, quando centenas de embarcações permaneceram ancoradas, impossibilitadas de atravessar. O economista ressalta que a valorização do barril Brent, que chegou a subir 13% e superar US$ 80, reflete a extrema volatilidade do mercado em tempos de conflito e deve manter os preços elevados enquanto a situação permanecer instável.
Do ponto de vista logístico, Otávio Oliveira, gerente de tesouraria do Banco Daycoval, reforça que o principal risco não é a produção em si, mas o transporte da commodity. Ele observa que a Opep+ anunciou aumento da produção para compensar possíveis interrupções, e que a organização possui capacidade ociosa suficiente para suprir o Irã caso seja necessário. Contudo, segundo Oliveira, qualquer conflito na região, dada a estreiteza do Estreito de Ormuz, pode interromper o fluxo global de petróleo com impacto imediato nas cadeias produtivas. “Mesmo o Brasil, produtor de petróleo, poderia ser afetado, já que depende da importação de derivados que ficariam mais caros”, afirma.
O aumento nos preços do petróleo pode refletir diretamente na inflação global. Sartori aponta que, caso o conflito se prolongue, a escalada das cotações deve levar ao repasse de custos aos consumidores, provocando um “repique na inflação”. A instabilidade também pode afetar decisões de política monetária no Brasil: Oliveira não descarta que a alta do preço da commodity possa reduzir a magnitude do corte de juros previsto pelo Copom, que atualmente mantém a Selic em 15% ao ano. A expectativa inicial era de recuo de 0,50 ponto percentual, mas a alteração pode ser mais tímida, em torno de 0,25 ponto percentual, como forma de conter pressões inflacionárias.
Além do petróleo, o dólar registrou alta nesta segunda-feira, interrompendo semanas de queda que levaram a moeda norte-americana ao menor valor em 21 meses. Próximo do meio-dia, a cotação do dólar era de R$ 5,20, avanço próximo a 1%. Oliveira explica que o movimento reflete a chamada “fuga do risco”, quando investidores transferem recursos de mercados emergentes, considerados mais voláteis, para ativos mais seguros, como o próprio dólar e moedas de refúgio, como o iene japonês. Sartori complementa que, apesar da volatilidade, o dólar não apresenta mais a valorização abrupta observada em crises anteriores e deve oscilar na faixa de R$ 5,20 a R$ 5,25 enquanto o conflito persistir.
Preço do Petróleo apresenta nova queda

O preço do Petróleo voltou a ter queda em seu preço, sob influência da economia chinesa.
Nesta terça-feira (05), o mercado do petróleo experimentou uma nova queda, influenciada principalmente pelas preocupações em torno da economia chinesa. Os estudos e previsões atuais não estão otimistas, levando os investidores a adotarem uma postura mais cautelosa diante dos riscos em jogo.
Um exemplo claro dessa tendência foi o preço do barril europeu, conhecido como Brent do Mar do Norte, destinado para entrega em maio, que registrou uma queda de 0,91%, fechando em um total de 82,04 dólares. Da mesma forma, o barril do West Texas Intermediate (WTI), pronto para entrega em abril, também apresentou uma redução de 0,74%, encerrando o dia com o valor de 78,15 dólares.
Em meio a esse contexto, o primeiro-ministro da China, Li Qiang, adotou um discurso cauteloso, reconhecendo os desafios atuais, mas destacando o compromisso do país em expandir sua economia. Essa abordagem reflete a tentativa da China de equilibrar os impactos negativos do atual cenário global com seu objetivo contínuo de crescimento econômico.
As incertezas no mercado de petróleo persistem, e os investidores continuam atentos às próximas movimentações, buscando entender as dinâmicas que afetam os preços e ajustando suas estratégias de acordo com os desdobramentos econômicos e geopolíticos ao redor do mundo.
Brasil registra recorde na produção de petróleo e gás em setembro

O mês de setembro ficou marcado pelo recorde na produção de petróleo e gás no país.
No mês de setembro, o Brasil alcançou um novo marco na produção de petróleo e gás, com a extração diária de 4,666 milhões de barris de petróleo equivalente, estabelecendo um recorde em comparação com o anterior registrado em julho deste ano, que era de 4,482 milhões de barris por dia. Essas informações foram divulgadas no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, publicado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na quarta-feira (1º).
No que diz respeito ao petróleo, a produção atingiu 3,672 milhões de barris diários em setembro, representando um aumento de 6,1% em comparação com o mês anterior e um incremento de 16,7% em relação a setembro de 2022. O recorde anterior para a produção diária de petróleo tinha sido estabelecido em julho de 2023, com 3,513 milhões de barris.
A produção de gás natural em setembro totalizou 157,99 milhões de metros cúbicos por dia, apresentando um acréscimo de 6,9% em comparação com o mês anterior e um aumento de 10,4% em relação a setembro do ano passado. O recorde anterior para a produção diária de gás natural havia sido registrado em julho de 2023, com 154,076 milhões de metros cúbicos.
Mercado financeiro turbulento faz o dólar fechar em alta

Além da alta no dólar, a bolsa apresentou a maior queda em cinco meses.
O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, fez com que o mercado financeiro ficasse turbulento, com o dólar fechando em alta e bolsa de valores apresentando a maior queda desde o dia 1º de junho.
A abertura do mercado era promissora, no entanto, a entrevista do ministro brasileiro sobre zerar o déficit primário no ano que vem, fez com que houvesse uma inversão de papéis.
O dia encerrou com o dólar comercial sendo comercializado ao valor de R$ 5,047, apresentando crescimento de R$ 0,034. No início do dia, o valor estava cotado em R$ 4,98 até às 10h30.
Vale relembrar que o dólar estava em queda no mês de outubro e após a entrevista de Haddad, voltou subir, acumulando crescimento de 0,4%.
Bolsa de valores
O Índice Ibovespa começou a abertura do mercado apresentando alta, no entanto, fechou o dia em 112.532 pontos, apresentando um atraso de 0,68%.
Por conta da influência do mercado externo, a bolsa apresentou o seu menor nível desde o início de junho. O Petróleo foi o principal responsável, já que a cotação petroleira internacional despencou.
No que diz respeito à taxa de câmbio, observou-se uma notável discrepância entre o real e as demais moedas estrangeiras. Enquanto as principais divisas de economias emergentes experimentaram valorização em relação ao dólar, o real sofreu uma depreciação após a coletiva de imprensa de Haddad.
Durante o evento, foram reiteradas as afirmações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feitas na última sexta-feira (27), indicando que o governo brasileiro enfrentará desafios para alcançar a meta de déficit zero no próximo ano.
Dólar fechou em queda nesta segunda-feira

Além do dólar, a bolsa de valores também registrou queda nesta segunda-feira.
Com um alívio no mercado dos Estados Unidos, o dólar fechou em queda nesta segunda-feira. Comercializado a R$ 5,017, houve o registro de queda de R$ 0,014 (0,29%). Este é o menor patamar da moeda norte-americana registrado desde o mês de setembro, quando operou abaixo dos R$ 5. Assim, o mês de outubro registra uma queda de 0,2% no preço do dólar, enquanto em 2023 a queda é de 4,98%.
Quem também fechou em queda nesta segunda-feira foi a bolsa de valores de São Paulo. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia com 112.784 pontos, apresentando um recuo 0,33%, sendo a quinta queda consecutivas. Um dos principais motivos para a queda foi um anúncio divulgado pela Petrobras sobre um estudo para reformular o estatuto social da empresa.
Para a terça-feira, não há uma previsão sobre a oscilação do dólar e da bolsa de valores, porém, a situação pode mudar a depender das tensões no mercado financeiro dos Estados Unidos. Já em relação à guerra no Oriente Médio, a tendência é que não afete o mercado global, a não ser que o conflito se estenda pelo continente e atrapalhe a produção de petróleo.
Guerra no Oriente Médio pode aumentar o preço dos combustíveis

Guerra no Oriente Médio pode gerar variação no preço do petróleo e, consequentemente, aumentar os preços dos combustíveis no Brasil.
A guerra que está acontecendo no Oriente Médio pode ter reflexos significativos no Brasil. De acordo com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, as ações que estão acontecendo do outro lado do mundo devem provocar um aumento de volatilidade nos preços do petróleo, o que consequentemente pode (e deve) aumentar o preço dos combustíveis no país.
“Na guerra, provavelmente vai ter aumento de volatilidade. Haverá variações muito especulativas em cima disso aí e [a situação] vai mostrar como é útil e como está dando certo a política de preços atual, pelo menos da Petrobras, como ela é capaz de mitigar um pouco esses efeitos”, disse Jean Paul Prates em evento organizado pela Câmara de Comércio Noruega e Brasil, pelo Innovation Norway e pelo consulado geral da Noruega, no Rio.
De acordo com o presidente da Petrobras, a estatal não está se preparando para uma possível suba do valor do petróleo em virtude da guerra no Oriente Médio, mas fez questão de frisar que não há muito o que ser feito, pois trata-se de ações externas e
“Não porque a gente acordou agora nesta segunda-feira com este processo (guerra). A gente vai ver. Na verdade, não tem que fazer muito mais do que a gente já está fazendo. Ter habilidade de ir acompanhando os preços, principalmente do diesel, e ir se organizando de acordo com isso. Se tiver que haver ajuste, a gente vai fazer ajuste”, disse Prates.
É importante lembrar que o alto preço dos combustíveis vem sendo um dos principais problemas do país nos últimos anos. Nem mesmo a troca de governo foi capaz de reduzir os custos para o consumidor final.
Ibovespa e dólar abrem a semana em alta

Movimentações do mercado financeiro fizeram com que o índice Ibovespa e o dólar começassem a semana operando em alta.
As últimas notícias e movimentações do mercado financeiro fizeram com que o índice Ibovespa, principal indicador da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, e o dólar começassem a semana operando em alta. A abertura da semana com alta vai de encontro com o encerramento da última semana, que também foi de alta.
Os principais motivos para os números apresentarem crescimentos foram a valorização do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional e balanço divulgado pelo Itaú (ITUB4) sobre o lucro líquido que registrou no primeiro trimestre de 2023. A divulgação do Boletim Focus, que projeta a inflação, também mexeu com o mercado.
Em relação à Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o índice Ibovespa fechou a semana na casa dos 105.072,00 pontos. Já na abertura da semana, estava na casa dos 105.161,13 pontos. No momento que esta matéria está sendo redigida (11h35), o Ibovespa está marcando 106.057,98 pontos.
Já o dólar operou na última semana em queda, mas tendo apresentado uma pequena alta no fechamento da sexta-feira, quando estava sendo negociado a R$ 4,95. Abriu a semana nesse valor, chegou a ser negociado a R$ 4,98, mas neste momento (11h35) opera a R$ 4,97.
Petrobras anuncia redução no preço do gás natural

Gás natural terá redução em seu preço a partir de fevereiro segundo a Petrobras.
A Petrobras confirmou neste início de semana que o gás natural terá uma redução em seu preço. De acordo com a estatal, as distribuidoras vão pagar em média 11,1% a menos no preço do metro cúbico do gás natural. Ainda de acordo com a Petrobras, o novo preço passa a valer a partir de 1º de fevereiro e sua variação trimestral se dá por conta das oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio. A estatal se baseou no trimestre novembro-dezembro-janeiro para reduzir o preço do gás natural.
“Durante esse período, o petróleo teve queda de 11,9%; e o câmbio teve depreciação de 0,2% [isto é, a quantia em reais para se converter em um dólar aumentou 0,2%]. Houve ainda, conforme previsto nos contratos celebrados no final de 2021 e com vigência de 01/01/2022 a 31/12/2025, redução na fórmula de precificação que passou de 16,75% do Brent para 14,40% do Brent”, diz o comunicado da Petrobras.
No entanto, engana-se quem pensa que a redução no preço do gás natural para as distribuidoras irá alcançar o consumidor imediatamente. De acordo com a Petrobras, inúmeros fatores podem interferir no preço até chegar ao destinatário final. O suprimento de cada distribuidora, as margens das empresas e dos postos de revenda, além dos tributos federais e estaduais são fatores que podem impedir que essa redução seja sentida pelo consumidor após a entrada em vigor do novo preço.
Preço dos combustíveis sofre novo aumento

Aumento nos preços dos combustíveis é o segundo do ano.
O mês de março mal chegou e o preço dos combustíveis já sofrerá um novo aumento. Isso porque, a Petrobras anunciou que haverá um reajuste no preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha que são vendidos para as distribuidoras. De acordo com a estatal, mesmo com o aumento do petróleo por conta da guerra na Ucrânia os valores não foram repassados ao consumidor de maneira imediata, porém agora há a necessidade de ajuste.
“Após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, tornou-se necessário que a Petrobras promova ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”, afirmou a Petrobras.
Em relação à gasolina, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro. Isso representa uma alta significativa, totalizando uma suba de R$ 0,61.
“Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,37, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,44 por litro”, diz o comunicado.
Já em relação ao diesel, o aumento é ainda maior, pois sofrerá um reajuste de R$ 0,90 na venda para as distribuidoras. O preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras subirá de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro.
“Considerando a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 3,25, em média, para R$ 4,06 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,81 por litro”, disse a estatal.
Cozinhar vai ficar mais caro
Se já não bastasse o aumento no preço dos combustíveis, o baixo salário mínimo e a inflação, o gás liquefeito de petróleo (GLP), o popular gás de cozinha, também sofrerá aumento no preço de venda para as distribuidoras. O preço médio de venda do GLP da Petrobras, para as distribuidoras, subirá de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,62 por kg.