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Economia Tecnologia

EUA intensificam cerco global ao cripto iraniano

08/06/2026 por Redação

A nova ofensiva contra redes financeiras ligadas ao Irã expõe o alcance das sanções e levanta dúvidas sobre até onde vai a influência dos EUA no sistema internacional de criptoativos e no bloqueio de fluxos ilícitos envolvendo o governo dos EUA.

Os Estados Unidos intensificaram sua ofensiva financeira contra o setor de criptoativos ligado ao Irã ao sancionar quatro das principais corretoras do país: Nobitex, Bitpin, Ramzinex e Wallex. A decisão foi anunciada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro norte-americano, como parte de uma estratégia mais ampla para bloquear mecanismos de financiamento considerados ilícitos e dificultar a evasão de sanções econômicas.

Segundo autoridades dos EUA, essas plataformas teriam movimentado bilhões de dólares em ativos digitais no último ano, parte deles associados a entidades ligadas ao governo iraniano. O objetivo central da medida é enfraquecer canais alternativos utilizados para circulação de capital fora do sistema bancário tradicional, em um momento em que o país enfrenta restrições financeiras crescentes no cenário internacional.

Entre as empresas atingidas, a Nobitex aparece como a principal do mercado local, concentrando aproximadamente metade de todo o volume de criptoativos processado no Irã. Investigações do OFAC apontam que a corretora teria facilitado transações envolvendo grupos paramilitares e até estruturas associadas ao Banco Central iraniano, o que amplia o peso geopolítico do caso.

Além disso, executivos da própria plataforma também foram incluídos nas sanções. O presidente do conselho e outros membros da diretoria foram diretamente afetados, ficando impedidos de acessar o sistema financeiro global. A decisão amplia o alcance da punição para além das empresas, atingindo também indivíduos ligados à sua gestão.

Expansão das sanções e impacto no sistema financeiro global

As medidas impostas pelos Estados Unidos não se limitam às empresas iranianas. O bloqueio determina que qualquer instituição estrangeira está proibida de realizar transações com entidades listadas, sob risco de sofrer penalidades severas. Na prática, isso cria um efeito de isolamento financeiro que se estende para bancos e corretoras em diversos países.

Relatórios de inteligência em blockchain, como os produzidos pela Chainalysis e pela TRM Labs, reforçam a preocupação das autoridades. As análises indicam crescimento expressivo do ecossistema cripto iraniano mesmo sob sanções, com indícios de que carteiras digitais teriam sido utilizadas por grupos armados e entidades militares para movimentação de recursos.

Outro ponto destacado nas investigações é o uso estratégico das criptomoedas pelo governo iraniano como alternativa ao sistema bancário internacional. Em um cenário de isolamento econômico e restrições ao uso do dólar, ativos digitais passaram a ser utilizados como ferramenta para conversão de moeda local e preservação de liquidez externa.

Autoridades norte-americanas também afirmam já ter congelado cerca de US$ 500 milhões em criptoativos ligados a redes associadas ao regime iraniano, como parte de uma política de contenção mais agressiva. Além disso, o governo dos EUA mantém programas de recompensas que podem chegar a US$ 15 milhões para informantes capazes de fornecer dados relevantes sobre essas estruturas financeiras.

O Departamento de Estado e o Tesouro dos Estados Unidos reforçam que a estratégia de “pressão máxima” busca não apenas restringir o fluxo de capital, mas também enfraquecer possíveis fontes de financiamento de atividades militares sensíveis, incluindo programas estratégicos considerados de risco internacional.

A ampliação das sanções sinaliza um movimento coordenado para fechar brechas no sistema financeiro global, elevando o nível de exigência sobre corretoras e instituições que operam com criptoativos em escala internacional. A continuidade de relações com entidades sancionadas pode resultar em banimento definitivo do mercado norte-americano, aumentando o custo de qualquer interação indireta com o ecossistema iraniano.

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Economia Mundo

Petróleo dispara após tensão no Oriente Médio

02/03/2026 por Redação

Especialistas alertam que a alta do petróleo pode gerar efeitos imediatos na inflação e nos mercados globais.

O mercado internacional de petróleo registrou fortes altas nesta segunda-feira (2), reagindo diretamente à ofensiva militar coordenada pelos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. O ataque resultou na morte de centenas de pessoas, incluindo o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, além de outras autoridades de alto escalão. O temor de desestabilização na região elevou rapidamente os preços da commodity, refletindo a volatilidade típica em cenários de conflito geopolítico.

Por volta do meio-dia, o barril do petróleo Brent, referência global, era negociado em Londres próximo a US$ 79, registrando alta de aproximadamente 7,6%. Nos Estados Unidos, o WTI, índice de referência norte-americano, atingiu pouco mais de US$ 71 o barril, avanço de cerca de 6%. A movimentação ocorre em um mercado que opera praticamente 24 horas por dia nos dias úteis, ajustando cotações de acordo com o sentimento dos investidores frente a eventos econômicos e políticos.

No Brasil, o impacto das cotações internacionais também se fez sentir. Por volta das 13h, os papéis da Petrobras subiam 3,90% na B3, cotados a R$ 44,39, acompanhando a tendência global de valorização da commodity.

Especialistas destacam que a tensão se concentra no Estreito de Ormuz, rota estratégica ao sul do Irã que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra cerca de 20% do transporte marítimo de petróleo e gás do planeta. Segundo Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating, qualquer interrupção na passagem teria efeito imediato sobre os preços internacionais. “É o principal fator que faz o preço do petróleo disparar. Com o Estreito de Ormuz fechado, a oferta cai drasticamente e os valores sobem quase que de forma imediata”, explica.

O bloqueio parcial do estreito já se mostrou sensível no último sábado, quando centenas de embarcações permaneceram ancoradas, impossibilitadas de atravessar. O economista ressalta que a valorização do barril Brent, que chegou a subir 13% e superar US$ 80, reflete a extrema volatilidade do mercado em tempos de conflito e deve manter os preços elevados enquanto a situação permanecer instável.

Do ponto de vista logístico, Otávio Oliveira, gerente de tesouraria do Banco Daycoval, reforça que o principal risco não é a produção em si, mas o transporte da commodity. Ele observa que a Opep+ anunciou aumento da produção para compensar possíveis interrupções, e que a organização possui capacidade ociosa suficiente para suprir o Irã caso seja necessário. Contudo, segundo Oliveira, qualquer conflito na região, dada a estreiteza do Estreito de Ormuz, pode interromper o fluxo global de petróleo com impacto imediato nas cadeias produtivas. “Mesmo o Brasil, produtor de petróleo, poderia ser afetado, já que depende da importação de derivados que ficariam mais caros”, afirma.

O aumento nos preços do petróleo pode refletir diretamente na inflação global. Sartori aponta que, caso o conflito se prolongue, a escalada das cotações deve levar ao repasse de custos aos consumidores, provocando um “repique na inflação”. A instabilidade também pode afetar decisões de política monetária no Brasil: Oliveira não descarta que a alta do preço da commodity possa reduzir a magnitude do corte de juros previsto pelo Copom, que atualmente mantém a Selic em 15% ao ano. A expectativa inicial era de recuo de 0,50 ponto percentual, mas a alteração pode ser mais tímida, em torno de 0,25 ponto percentual, como forma de conter pressões inflacionárias.

Além do petróleo, o dólar registrou alta nesta segunda-feira, interrompendo semanas de queda que levaram a moeda norte-americana ao menor valor em 21 meses. Próximo do meio-dia, a cotação do dólar era de R$ 5,20, avanço próximo a 1%. Oliveira explica que o movimento reflete a chamada “fuga do risco”, quando investidores transferem recursos de mercados emergentes, considerados mais voláteis, para ativos mais seguros, como o próprio dólar e moedas de refúgio, como o iene japonês. Sartori complementa que, apesar da volatilidade, o dólar não apresenta mais a valorização abrupta observada em crises anteriores e deve oscilar na faixa de R$ 5,20 a R$ 5,25 enquanto o conflito persistir.

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Economia Internacional

Tesla e SpaceX estão lucrando com Bitcoin

08/03/2024 por Redação

Lucro da Tesla e da SpaceX com o Bitcoin é próximo de US$ 500 milhões.

Os investimentos em ativos digitais, principalmente em criptomoedas, estão cada vez mais em alta. Prova disso é que até mesmo empresas têm investido parte de seus capitais em criptoativos, o que é o caso da Tesla e da SpaceX. De acordo com a Arkham, empresa de análises de dados on-chain, as empresas de Elon Musk já lucraram quase US$ 500 milhões desde que passaram a investir em Bitcoin (BTC).

De acordo com o comunicado emitido pela Arkham, a empresa descobriu os endereços de Bitcoin (BTC) que estão em posse das empresas fundadas por Elon Musk. Ainda segundo a Arkham, a Tesla e a SpaceX possuem atualmente 11.510 Bitcoins em 68 endereços diferentes, ou seja, o equivalente a US$ 780 milhões. Em relação ao lucro, as empresas já estão com um saldo positivo de US$ 476 milhões (cerca de R$ 2,3 bilhões) com o investimento que fez na criptomoeda.

É importante destacar que desde 2021 a Tesla tem operado no mercado de criptomoedas, especialmente no mercado de Bitcoin (BTC). Segundo a Arkham, só foi possível identificar a quantidade de BTC em posse das empresas de Elon Musk e o seu lucro pelo fato de que o fluxo das movimentações que foram identificadas pela empresa coincide com as declarações da Tesla e da SpaceX de quando teriam comprado e vendido parte da reserva de Bitcoin.

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Economia Negócios

Brasil quer comprar diesel da Rússia

13/07/2022 por Redação

Alegando falta de combustível, Brasil quer comprar diesel da Rússia.

Já não é mais novidade que um dos assuntos mais comentados nos últimos meses e até no último ano é a alta nos preços dos combustíveis. O questionamento sempre acontece pelo fato de o Brasil ser um grande produtor de petróleo, contudo, as alegações é que a alta nos preços deriva do mercado internacional. É bem verdade que houve a limitação do ICMS para tentar reduzir os valores, mas ainda assim o preço segue alto. Agora, a mais nova novidade é o fato de o Brasil querer comprar diesel da Rússia.

De acordo com Carlos França, ministro das Relações Exteriores, o Brasil está fechando um acordo para a compra de diesel da Rússia. Na contramão dos países que vêm isolando economicamente a Rússia em virtude na invasão na Ucrânia, o governo brasileiro afirmou que é necessário a importação do combustível russo. 

Ainda segundo França, o Brasil quer comprar o máximo possível de insumo da Rússia, tendo ainda lembrado que o país europeu é um dos fortes exportadores de fertilizantes do mundo. Segundo o ministro, as ações visam proteger o agronegócio brasileiro e os motoristas do país. 

“Precisamos garantir que haverá diesel suficiente para o agronegócio brasileiro, e, é claro, para os motoristas brasileiros. Dependemos muito das exportações de fertilizantes da Rússia e de Belarus também. E é claro, a Rússia é um grande fornecedor de petróleo e gás. Você pode perguntar isso para a Alemanha. Pode perguntar isso para a Europa. Então o Brasil, nós estamos com pouco estoque disso”, disse o ministro.

A fala foi feita durante uma visita de Carlos França à sede da Organização das nações Unidas (ONU), em Nova York. Ainda não há previsão para a importação do diesel da Rússia, o seu custo e o quanto irá afetar a economia brasileira.

Brazil wants to buy as much diesel as it can from Russia, foreign minister says https://t.co/f0ayneW3Q1 pic.twitter.com/5gNGVlrO8P

— Reuters (@Reuters) July 12, 2022
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Brasil Economia Mercado

Preço dos combustíveis irá subir

06/07/2021 por Redação

Preço dos combustíveis irá subir mais uma vez.

Até pode parecer que você está lendo uma notícia antiga, mas não, não está, afinal a partir de hoje (06) o preço dos combustíveis irá subir mais uma vez. A elevação dos preços dos combustíveis é o que mais está acontecendo em 2021 e quem sofre com isso é a população brasileira. A Petrobras alega que a variação valores ocorre conforme o mercado internacional e a grande desvalorização do Real frente ao Dólar acaba prejudicando ainda mais a população, que é quem realmente sente o impacto.

O novo aumento no preço dos combustíveis é aplicado nas refinarias, mas chegará com um valor ainda maior no consumidor final. De acordo com a Petrobras, a gasolina, o diesel e o gás liquefeito de petróleo (GLP), popular gás de cozinha, sofreram um aumento de 6,3%, 3,7% e 5,9%, respectivamente. Agora, esses combustíveis sairão das refinarias com o preço de R$2,69, R$2,81 e R$3,60 respectivamente (valor referente ao litro e o quilo).

Apesar de garantir que não passa imediatamente ao mercado interno a volatilidade dos preços no mercado internacional, a estatal garantiu que é necessário fazer este repasse ao consumidor para que não ocorra um desabastecimento em massa, o que prejudicaria a população ainda mais. Além disso, volta a afirmar que os fatores externos é que são os principais responsáveis por fazer o preço dos combustíveis subir.

GLP com PIS e COFINS zerados

O gás liquefeito de petróleo (GLP), popular gás de cozinha, foi mais um que viu o seu preço subir, no entanto, a Petrobras frisa que o combustível está com as alíquotas do PIS e COFINS zeradas para uso doméstico em recipientes até 13kg.

“Para o GLP especificamente, conforme Decreto nº 10.638/2021, estão zeradas as alíquotas dos tributos federais PIS e Cofins incidentes sobre a comercialização do produto quando destinado para uso doméstico e envasado em recipientes de até 13 kg”, afirmou a estatal.

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Brasil Economia Mercado

Petrobras reduz o preço da gasolina

11/06/2021 por Redação

Petrobras reduziu em R$ 0,05 o preço da gasolina das refinarias.

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (11) a redução do preço da gasolina nas refinarias. De acordo com a estatal, com a redução de R$ 0,05 a gasolina será vendida a R$ 2,53 por litro nas refinarias. Ainda de acordo com a Petrobras, a variação no valor do combustível varia de acordo com a taxa de câmbio e o mercado internacional. 

“Importante reforçar o posicionamento da Petrobras que busca evitar o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais. Nossos preços seguem buscando o equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo. Os reajustes são realizados a qualquer tempo, sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo. Isso possibilita a companhia competir de maneira mais eficiente e flexível”, disse a estatal.

Consumidores podem não ver o desconto

O novo preço, que passa a vigorar a partir deste sábado (12), no entanto, pode não chegar aos consumidores. De acordo com a Petrobras, o preço da gasolina e dos outros combustíveis são definidos pelos postos de combustíveis, sendo que cada um possui seus critérios. Para se ter uma ideia, o preço final médio da gasolina no país no mês de maio foi de R$ 5,65 segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). 

“Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de etanol anidro, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis” informou a Petrobras.

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