BlackRock leva Bitcoin para a Europa

Expansão do maior ETF de Bitcoin pode acelerar a adoção da criptomoeda na região.
A BlackRock, gigante global em gestão de investimentos, deu um grande passo nesta terça-feira, 25 de março, ao lançar seu ETF de Bitcoin na Europa. O fundo estará disponível nas bolsas de Paris, Amsterdã e Frankfurt, sob o código “IB1T”. Essa iniciativa não só expande a presença da BlackRock no mercado europeu, mas também pode ter um impacto significativo no preço do Bitcoin, atraindo investimentos substanciais para a criptomoeda, especialmente em uma região conhecida por seu perfil mais conservador em relação aos EUA.
Atualmente, o preço do Bitcoin está sendo negociado na faixa dos US$ 87.750, com uma leve queda de 0,3% nas últimas 24 horas.
O sucesso da BlackRock com o ETF de Bitcoin nos Estados Unidos, o IBIT, é um reflexo do crescente interesse institucional. Com cerca de 567 mil Bitcoins, avaliados em R$ 283 bilhões, o IBIT é o maior ETF de Bitcoin do mundo. Sua chegada à Europa pode acelerar ainda mais a adoção do Bitcoin, tornando-o mais acessível aos investidores da região e ampliando sua aceitação global.
Aposta estratégica da BlackRock no mercado europeu
A BlackRock segue apostando no sucesso de seu ETF de Bitcoin. “A BlackRock está expandindo seu sucesso de mercado, levando o $IBIT para a Europa”, afirmou a gestora, destacando a força de seu produto em diferentes mercados. Eric Balchunas, especialista em ETFs da Bloomberg, comentou sobre a proposta: “Liquidez, taxa baixa e um nome de peso são uma fórmula poderosa. Embora a Europa seja tradicionalmente mais resistente a ETFs como o ‘hot sauce’, será interessante ver como ele se comporta na região. Fiquem de olho”, acrescentou Balchunas, ressaltando que as taxas de administração do ETF são de apenas 0,15% ao ano.
Além disso, Balchunas lembrou que a reputação da marca e a competitividade das taxas são os dois principais critérios usados pelos consultores ao escolherem um ETF, o que torna a entrada da BlackRock ainda mais relevante.
Crescimento da demanda por ETFs de Bitcoin
Desde o lançamento dos primeiros ETFs de Bitcoin em janeiro de 2024, a demanda pela criptomoeda tem se intensificado. Dados do Bitcoin Treasuries revelam que ETFs e outros fundos atualmente detêm quase 1,3 milhão de Bitcoins, o que equivale a R$ 645 bilhões e representa 6,15% da oferta total do ativo digital. Esse movimento é impulsionado pela crescente demanda institucional, pelas taxas de administração mais acessíveis e pela facilidade de investimento proporcionada pelos ETFs, tornando o Bitcoin mais acessível ao público tradicional de investidores.
O domínio dos Estados Unidos no mercado de ETFs de criptomoedas
Os Estados Unidos continuam a dominar o mercado de ETFs de criptomoedas, não apenas com o Bitcoin e o Ethereum, mas também com a crescente oferta de produtos focados em outras criptos. Recentemente, foi lançado um ETF futuro de Solana, e a Fidelity, gestora responsável pelo segundo maior ETF de Bitcoin, seguiu com um pedido para lançar um ETF focado em SOL.
Além disso, algumas gestoras já haviam lançado ETFs de projetos mais polêmicos, como as memecoins Dogecoin, TRUMP e BONK, o que gerou debates sobre sua viabilidade no mercado. Embora esses ETFs provavelmente apresentem uma demanda menor comparada ao Bitcoin, eles ainda têm o potencial de gerar volumes significativos, superando até ETFs de ativos tradicionais, o que explica o número crescente de lançamentos nesse segmento.
Criptomoeda perde 100% do seu valor de mercado após ataque de hackers

Ataque de hackers fizeram com que criptomoeda desvalorizasse 100%.
Com a alta dos investimentos em ativos digitais, não tem sido novidade os ataques de hackers. Na madrugada desta segunda-feira (27), a ação de criminosos cibernéticos levou uma criptomoeda a perder 100% do seu valor de mercado. A Normie (NORMIE), uma memecoin criada na rede Base, foi “responsabilizada” pelos hackers para que o ataque acontecesse.
“Este código exato está presente em vários outros contratos de tokens, alguns dos quais são bem mais antigos que o Normie. A maioria das memecoins são simplesmente cópias dos mesmos pequenos conjuntos de contratos, todos com uma lógica de taxação excessivamente complicada na função de transferência. Suspeito que isso seja apenas um caso de reutilização de código que eles não revisaram minuciosamente”, disseram os hackers em mensagem publicada on-chain.
Segundo os hackers, foi explorada uma falha no contrato do token, permitindo que novas moedas fossem criadas do nada. Nesse caso, eles visavam “impedir” com que um golpe chamado “rug pull” (puxão de tapete) não fosse feitos pelos desenvolvedores da Normie (NORMIE). Com o ataque, os criminosos despejaram diversas criptomoedas no mercado, assim zerando a sua liquidez.
Os hackers ainda informaram que devolveriam 90% dos Ethers (ETH) roubados se os criadores da Normie (NORMIE) criassem uma criptomoeda justa e sem risco aos investidores.
“Ofereço devolver 90% do ETH roubado, mantendo 10% como recompensa por encontrar o bug (sem represálias). Uma condição: este valor, e os 600 ETH na carteira dos desenvolvedores, devem ser usados para lançar um novo token de forma justa, que será utilizado para reembolsar os detentores do NORMIE”, diz o comunicado dos criminosos.
De acordo com os dados divulgados pelo CoinMarketCap, a criptomoeda teve uma desvalorização de 100% do seu valor de mercado.