EUA estudam trocar ouro por Bitcoin

Proposta pode transformar os Estados Unidos na líder da economia digital global.
O governo dos Estados Unidos está analisando uma proposta revolucionária: utilizar uma parte de suas reservas de ouro para comprar Bitcoin. A informação foi divulgada por Bo Hines, diretor executivo do Conselho de Assessores sobre Ativos Digitais da Casa Branca, em uma entrevista no podcast Crypto in America.
De acordo com Hines, a ideia de converter reservas de ouro em Bitcoin seria uma estratégia “neutra em termos de orçamento”, com o propósito de fortalecer a posição dos Estados Unidos no crescente mercado de criptomoedas.
Essa proposta ganha destaque em meio a expectativas de novas ações de estímulo monetário por parte do Federal Reserve (Fed), que poderia reabrir as “portas” da liquidez, intensificando ainda mais os movimentos no mercado financeiro.
Nos últimos dias, com o preço do Bitcoin se mantendo em torno de US$ 85 mil, o mercado está de olho em uma possível ação mais ousada do governo americano. O retorno de Donald Trump ao centro das discussões sobre criptomoedas também impulsiona as especulações sobre o futuro da moeda digital.
Hines revelou que, caso a estratégia seja implementada, a venda de certificados de ouro do Federal Reserve poderia financiar a aquisição de uma quantidade significativa de Bitcoin. “Se conseguirmos concretizar os ganhos nas reservas de ouro dos EUA, essa será uma forma eficaz de adquirir mais bitcoins”, afirmou Hines.
Internamente, a proposta está sendo considerada junto com outras iniciativas que fazem parte da nova agenda digital de Donald Trump. O assessor explicou: “As melhores ideias serão colocadas em prática por Trump”, ressaltando o potencial de aquisição de 1 milhão de bitcoins.
Além disso, a proposta está alinhada com a reintrodução da Lei Bitcoin de Lummis, apresentada pela senadora Cynthia Lummis neste ano. Lummis, uma das maiores defensoras do Bitcoin no Congresso, tem se mostrado uma forte aliada do setor no processo de regulamentação da criptomoeda.
O projeto sugere a aquisição de 1 milhão de bitcoins, o que representaria cerca de 5% de toda a oferta global da criptomoeda. A compra ocorreria ao longo de cinco anos, com o financiamento vindo da venda de certificados de ouro do Federal Reserve.
Além de Hines, Donald Trump também participou recentemente de uma conferência sobre criptomoedas, na qual se comprometeu, por meio de uma mensagem pré-gravada, a transformar os Estados Unidos na “superpotência indiscutível do Bitcoin” e na “capital mundial das criptomoedas”. Para Trump, o setor de criptomoedas oferece uma oportunidade única de modernizar o sistema bancário, melhorar a privacidade e segurança dos cidadãos e abrir portas para um novo ciclo de crescimento econômico para os Estados Unidos.
Em outra frente, Trump também abordou sua ordem executiva que impede a venda de criptomoedas confiscadas pelo governo. A medida reforça a postura da administração de proteger e acumular esses ativos digitais para benefício do povo americano.
Em resposta, Bo Hines destacou: “Já passou da hora de nosso presidente começar a acumular ativos para o povo americano, em vez de retirá-los”, enfatizando a mudança na visão estratégica da Casa Branca sobre o papel do Bitcoin.
Se essa proposta for confirmada, ela representará um movimento histórico, colocando os Estados Unidos na vanguarda da economia digital e posicionando o Bitcoin como um ativo soberano. Esse movimento também sinalizaria uma mudança radical na forma como as grandes potências globais lidam com suas reservas e estruturam suas políticas econômicas de longo prazo.
Dólar apresenta maior queda desde novembro de 2024

Leilões do Banco Central e alta nas commodities impactam o câmbio, enquanto o Ibovespa registra leve queda após três dias de alta.
O dólar registrou uma leve desvalorização nesta terça-feira (18), encerrando o dia cotado a R$ 5,689, abaixo de R$ 5,70, o que representa o menor valor desde novembro. A queda foi de 0,41%, o que equivale a uma perda de R$ 0,016 em relação ao fechamento anterior. Embora tenha iniciado o dia em alta, com a moeda alcançando R$ 5,72 por volta das 11h, a tendência de queda foi acentuada após o Banco Central (BC) realizar a venda de US$ 3 bilhões em um leilão de linha. Além disso, o anúncio de emissão de títulos de dez anos pelo Tesouro Nacional no mercado externo também exerceu impacto no movimento cambial.
Esse movimento de queda no dólar reflete uma série de fatores, incluindo a alta nas commodities, que atraiu recursos para o Brasil. A entrada de capital foi impulsionada pela valorização desses produtos primários no mercado internacional, o que também ajudou a reduzir a pressão sobre a moeda. Em 2025, a divisa norte-americana acumula uma desvalorização de 7,93%, registrando o menor valor desde 7 de novembro, quando a cotação estava em R$ 5,67.
O mercado de ações também experimentou um dia de volatilidade. O índice Ibovespa, da B3, terminou o dia em 128.532 pontos, com uma queda leve de 0,02%. Após três dias consecutivos de alta, o índice chegou a subir 0,58% por volta das 12h46, mas perdeu força à medida que investidores buscaram realizar lucros, ou seja, venderam ações para garantir os ganhos recentes.
No cenário internacional, o dólar se valorizou frente à maioria das moedas, mas registrou quedas significativas contra o peso colombiano, o peso mexicano e o real. A alta das commodities e o leilão de linha do BC impulsionaram a entrada de capital no Brasil, contribuindo para a valorização do real. A medida de intervenção cambial do Banco Central ajudou a reduzir a pressão sobre a moeda nacional.
Além disso, a venda de US$ 3 bilhões em leilão de linha pelo Banco Central foi a quarta intervenção cambial de 2025, ano em que Gabriel Galípolo assumiu a presidência da autoridade monetária. Esse tipo de operação, no qual os recursos são retirados das reservas internacionais com o compromisso de recompra em alguns meses, visa equilibrar a oferta de dólares no mercado e mitigar a volatilidade da moeda.
Outro fator que ajudou a fortalecer a confiança no Brasil foi a emissão de US$ 2,5 bilhões em títulos do Tesouro Nacional no mercado externo. O governo obteve uma taxa de juros de 6,75% ao ano, a maior em 20 anos, mas conseguiu um spread de 2,2 pontos percentuais em relação aos juros norte-americanos, o menor desde 2019, o que também é visto como um sinal positivo para o país.
Tesouro dos EUA está em busca de especialista em criptomoedas

Especialista em criptomoedas que irá atuar no Tesouro dos Estados Unidos poderá receber até mais de R$ 1 milhão por ano.
O avanço dos ativos digitais e a grande valorização do Bitcoin faz com que até mesmo as grandes potências econômicas comecem a ver com bons olhos o uso de criptoativos. Prova disso é que o Tesouro dos Estados Unidos (EUA) está contratando um especialista em criptomoedas. O salário do profissional poderá variar de R$ 860 mil e R$ 1,12 milhão (US$142,488 e US$185,234) por ano.
O especialista a ser contratado pelo Tesouro dos EUA terá como principais funções analisar possíveis crimes envolvendo transações financeiras e sua atuação será a nível global. Além disso, o profissional também terá de observar riscos para país e ajudar a impor sanções em caso de fraudes e crimes que envolvam criptomoedas e outros ativos digitais.
O foco da contratação está em transações que envolvem moeda fiduciária ou ativos virtuais, ou seja, as próprias criptomoedas. O contratado pelo Tesouro dos EUA também representará o FinCEN em reuniões com outros órgãos do Tesouro norte-americano, com agências governamentais e com parceiros internacionais. Além de ter que coordenar ações para combater ameaças financeiras ilícitas, também deverá atuar com o setor privado e autoridades estrangeiras.
As inscrições para o cargo estão abertas até o dia 8 de janeiro de 2025 e as informações podem ser analisadas através do link https://www.usajobs.gov/job/825917200.
Donald Trump confirma Pam Bondi como procuradora-geral dos Estados Unidos

Em comunicado em sua rede social, Donald Trumpo afirmou que Pam Bondi será a procuradora-geral dos Estados Unidos.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a Truth Social, sua rede social, para confirmar o nome do procurador-geral dos Estados Unidos em seu mandato. Trata-se da advogada Pam Bondi, de 59 anos, que é ex-procuradora-geral do estado da Flórida e terá um papel importante no novo ciclo presidencial norte-americano.
O nome de Pam Bondi não foi o primeiro de Donald Trump para a função. Inicialmente, Matt Gaetz havia sido escolhido para ser o procurador-geral dos Estados Unidos, no entanto, ele acabou desistindo do cargo após a grande oposição de Republicanos no Senado. É importante destacar que Gaetz está sendo investigado por tráfico sexual e isso pode ter pesado na decisão.
A escolha de Bondi como procuradora-geral dos EUA ainda depende de aprovação do Senado norte-americano. Porém, o nome da advogada é visto com bons olhos, pois não está envolvida em polêmicas. Além disso, o órgão a ser assumindo por Bondi terá um grande papel para que Trump consiga pôr em prática os planos de realizar deportações em massa, perdoar os envolvidos no ataque de 6 de janeiro de 2021 e retaliar aqueles que o processaram nos últimos quatro anos.
Furacão Milton pode ser o mais forte dos últimos 100 anos na Flórida

Força do furacão Milton surpreende e pode ser o mais forte da Flórida nos últimos 100 anos.
Os furacões nos Estados Unidos não são novidade, porém, a força do furacão Milton tem chamado a atenção. Ainda sobre o Atlântico Norte, a tempestade já chegou a alcançar o nível 5, o maior entre os furacões. Ainda que tenha perdido um pouco de força passado para o nível 4, tende a atingir a Flórida com grande intensidade, podendo ser o mais forte dos últimos 100 anos no estado norte-americano.
De acordo com as informações do Centro Nacional de Furacões (NHC, sigla em inglês), o furacão Milton deve atingir a costa da Flórida como um “furacão extremamente perigoso” na noite desta quarta-feira, horário local. Segundo os especialistas, chuvas torrenciais, inundações repentinas, ventos fortes e possíveis marés de tempestade devem acontecer.
Tanto o governo da Flórida como o presidente Joe Biden estão solicitando aos moradores que deixem as suas casas para irem para locais seguros. O alarme da gravidade do furacão Milton fez com que a população esvaziasse as prateleiras dos mercados, pois não se sabe qual será o nível de devastação após a passagem da tempestade.
Outro ponto que preocupa é a economia local, pois a Flórida é um estado que vive bastante de turismo e não se tem previsão de recuperação após os possíveis danos. Vale lembrar que o furacão Milton pode superar o Helene, que ocorreu há cerca de duas semanas e causou a morte de mais de 200 pessoas, sendo o mais mortal desde o furacão Katrina, que atingiu os Estados Unidos em 2005.
Bitcoin se torna o segundo maior ETF nos Estados Unidos

Bitcoin ultrapassou a prata e se consolidou como segundo maior ETF nos Estados Unidos.
Os investimentos em ativos digitais, principalmente em criptomoedas já é algo consolidado ao redor do mundo. Prova disso é que o Bitcoin se tornou o segundo maior ETF (fundos negociados em bolsa) nos Estados Unidos em termos de ativos sob gestão (AUM). A criptomoeda ultrapassou a prata e agora somente está atrás do ouro.
A consolidação do Bitcoin como veículo de investimento fez com que se tornasse o segundo maior ETF nos Estados Unidos. Segundo informações veiculadas pelo “The Block”, os ETFs de Bitcoin agora detêm mais de 28 bilhões de dólares em ativos, ultrapassando os 11,5 bilhões de dólares em AUM de cinco ETFs de prata. Já o ouro, principal fundo negociado, possui um valor de US$ 96,3 bilhões, em 19 ETFs.
A ascensão veloz dos Exchange-Traded Funds (ETFs) de Bitcoin decorre de uma tendência de diversificação nas carteiras de investimento e de uma apreciação mais abrangente do valor singular que o Bitcoin proporciona. Essa mudança é especialmente destacada ao se considerar o papel tradicionalmente atribuído à prata como investimento em commodities.
Donald Trump lança sua nova coleção de NFTs

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou uma nova coleção de NFTs.
Donald Trump lançou sua mais nova coleção de NFTs, a chamada “Mugshot Edition”. A nova coleção do ex-presidente dos Estados Unidos conta com ativos digitais ofertados a US$ 99.
Os valores dessa nova coleção de Trump influenciaram na coleção anterior. Além do monetário, a experiência que o ex-presidente oferece com estes NFTs, é diferente.
Os comprados que adquirirem 47 cartões da nova coleção, poderão jantar com Trump no resort Mar-a-Lago.
“Nesta edição, alguns cartões serão até únicos (o único no mundo), enquanto outros poderão até ser assinados à mão pelo Presidente Donald J. Trump. Essas cartas raras serão concedidas aleatoriamente.” Diz o comunicado no site da Mugshot Edition.
O número de cartões faz alusão ao próximo ano que, caso ele seja eleito, será o 47º presidente da história dos Estados Unidos. Além disso, os investidores concorrem a um pedaço do terno em que Trump usava quando foi preso, em agosto deste ano.
Dólar fecha a semana em queda

Enquanto dólar apresentou queda, bolsa de valores apresentou grande suba.
A divulgação de indicadores econômicos desfavoráveis nos Estados Unidos provocou um dia de otimismo nos mercados financeiros. O dólar encerrou o dia abaixo de R$ 4,90, registrando seu valor mais baixo em mais de 40 dias. O dólar comercial terminou esta sexta-feira (3) com cotação de R$ 4,896, apresentando uma queda de R$ 0,068 (1,54%).
A moeda norte-americana teve uma abertura em declínio e viu sua queda se acentuar após a divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos. No ponto mais baixo do dia, por volta das 9h50, a cotação chegou a atingir R$ 4,87, mas encerrou com um valor um pouco maior. Em 2023, o dólar já apresenta uma queda de 7,27%, sendo que atualmente se encontra no menor valor desde o dia 20 de setembro.
Já a bolsa de valores experimentou seu maior ganho diário em meio ano. O índice Ibovespa, da B3, encerrou o dia alcançando os 118.160 pontos, apresentando um significativo aumento de 2,7%. Esse foi o maior acréscimo diário desde o dia 5 de maio. Além disso, o indicador atingiu o patamar mais elevado desde o dia 20 de setembro.
É importante destacar que houve queda do dólar e a alta das bolsas de valores ao redor do mundo e não apenas no Brasil. Tudo isso está diretamente ligado às informações da economia em baixa nos Estados Unidos.
Hacker de criptomoedas é preso nos EUA

Os EUA prenderam o hacker de criptomoedas que roubou o valor de R$ 43 milhões.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), prendeu o hacker Shakeeb Ahmed, um engenheiro de computadores que foi acusado pelo roubo de milhões em criptomoedas de exchange. Ele foi indiciado por ter cometido fraude eletrônica, além de lavagem de dinheiro e outros crimes semelhantes.
Essa é a primeira prisão envolvendo o setor de Exchange descentralizada e Ahmed é acusado de roubar o valor de US$ 9 milhões (R$ 43 milhões na cotação atual), em criptos de uma DEX.
Através de uma entrevista coletiva para a imprensa, Damian Williams, que é o procurador do Distrito Sul de Nova York, enfatizou sobre os talentos de Shakeeb Ahmed e disse que o engenheiro usou seus conhecimentos para burlar contratos de exchanges de criptomoedas.
“Ele usou seu conhecimento para explorar uma vulnerabilidade em um dos contratos inteligentes da exchange de criptomoedas e inserir dados de preço falsos”, disse o procurador estadunidense.
Além de roubar as criptomoedas, o hacker estava lavando o dinheiro de uma forma complicada de ser descoberta, utilizando várias transferências de exchanges de criptomoedas. Ainda assim, os investigadores conseguiram encontraram um rastro que o levaram até Ahmed.
A vítima do hacker
É bem verdade que a DEX que sofreu com os roubos do hacker, não foi divulgada. No entanto, as especulações dão conta de que é a Crema Finance, que já havia sofrido uma tentativa de ataque em julho do ano passado.
Dólar apresenta nova queda

Depois que foi confirmada a reforma tributária, o dólar apresentou nova queda nesta sexta-feira.
Nesta sexta-feira (07), o dólar caiu mais uma vez, desta vez, ficando em R$ 4,86 após a reforma tributária que ocorreu na Câmara dos Deputados. O início foi de um breve crescimento na cotação, no entanto, o mercado estava otimista e logo o movimento foi invertido.
Com os números registrados nesta sexta, o mês de julho ficou com uma alta na divisa de 1,59%. Porém, no acumulativo do ano até aqui, o dólar fica com uma queda de 7,84%.
Além da queda no dólar, a sexta-feira do mercado das ações também foi positiva. Isso porque, o Índice do Ibovespa, da B3, apresentou alta de 1,25%, fechando em 118.898 pontos.
Mesmo com a semana tendo iniciado de forma negativa para a bolsa, o acumulado da semana encerrou com ganho de 0,84%.
Os principais motivos pelo impulsionamento dos mercados, foi a reforma tributária aprovada pela Câmara dos Deputados e os dados divulgados pelos Estados Unidos sobre o mercado de trabalho.