MGX Investe de forma agressiva na Binance

MGX investe US$ 2 bilhões e reforça a presença no mercado cripto global e o foco é a Binance, maior corretora do mundo no setor.
A Binance acaba de receber um aporte recorde de US$ 2 bilhões (aproximadamente R$ 11,6 bilhões) da MGX, uma empresa de investimentos dos Emirados Árabes Unidos, criada pelo governo de Abu Dhabi. A parceria foi anunciada oficialmente pela corretora nesta quarta-feira (12), e reforça ainda mais a posição da Binance no cenário global, consolidando a MGX como um investidor estratégico no mercado de criptomoedas.
Em fevereiro, os fundadores da Binance, Changpeng Zhao e Yi He, haviam desmentido rumores sobre a venda da corretora. No entanto, Zhao revelou que, no futuro, a Binance pode considerar permitir investimentos minoritários de até um dígito percentual na empresa, sem especificar uma porcentagem exata.
Embora os detalhes sobre o aporte ainda não tenham sido divulgados, a cifra de US$ 2 bilhões indica que a Binance pode ter um valor de mercado entre 22 e 200 bilhões de dólares, caso a participação adquirida pela MGX seja de 1% a 9%.
Este investimento é notável por ser o maior já realizado em uma empresa do setor de criptomoedas e também por ter sido integralmente feito em criptomoedas, um novo marco que evidencia o crescimento do mercado e o poder das moedas digitais no cenário financeiro.
“É com grande entusiasmo que anunciamos o primeiro investimento institucional na Binance pela MGX. Este marco não apenas avança a adoção de ativos digitais, mas também reforça o papel da blockchain nas finanças globais. O aporte de US$ 2 bilhões é o maior da história do setor cripto e foi feito inteiramente com criptomoedas, estabelecendo um novo recorde”, afirmou a MGX em comunicado.
Ahmed Yahia, CEO e Diretor-Geral da MGX, comentou sobre o impacto estratégico da aquisição, ressaltando a importância de criar um ecossistema financeiro digital mais acessível e robusto. “O investimento da MGX na Binance reflete nosso compromisso em impulsionar o impacto transformador da blockchain no setor financeiro digital.”
Em relação à aceleração da adoção institucional, Yahia também destacou a crescente demanda por soluções blockchain seguras e escaláveis que atendam às exigências regulamentares. “A Binance tem sido uma pioneira na inovação no mundo das criptomoedas, abrangendo desde tecnologia de exchanges e tokenização até soluções de staking e pagamentos”, concluiu.
Em fevereiro deste ano, outro fundo de Abu Dhabi, o Mubadala Investment Company, adquiriu uma participação significativa de US$ 436,8 bilhões no IBIT, um ETF de Bitcoin da BlackRock, reforçando a tendência crescente de institucionalização do mercado de criptomoedas e a forte demanda por Bitcoin.
O CEO da Binance, Richard Teng, também foi mencionado no anúncio. Teng, que anteriormente foi diretor-executivo da Autoridade de Serviços Financeiros de Abu Dhabi, destacou a importância desse investimento para a indústria. “Este investimento da MGX é um marco importante para a Binance e para o setor cripto como um todo”, afirmou.
Em sua declaração, Teng também mencionou o compromisso da Binance em continuar trabalhando com reguladores globais para criar políticas transparentes e inovadoras. “Estamos moldando o futuro das finanças digitais com um ecossistema mais inclusivo e seguro, com foco em conformidade e proteção dos usuários”, disse Teng.
Após o anúncio, a criptomoeda BNB registrou um aumento expressivo, saltando de US$ 556 para US$ 574 em poucos minutos, o que representa uma valorização de 3,3%. Contudo, o preço acabou perdendo parte desse ganho à medida que o Bitcoin também registrou uma queda de 2%, influenciado por outros fatores do mercado.
Bitcoin da Indeal retido nos EUA aguarda decisão judicial

Clientes seguem sem receber valores enquanto processo de repatriação continua em andamento em relação ao Bitcoin da Indeal.
As autoridades dos Estados Unidos mantêm os bitcoins apreendidos em uma conta vinculada a um dos sócios da Indeal, aguardando uma decisão judicial no Brasil para definir quando os valores serão liberados. O processo de repatriação, que envolve cerca de R$ 1,6 bilhão, só poderá ser concluído após o trânsito em julgado da decisão brasileira.
A advogada Caroline Boff, que representa cerca de 100 clientes prejudicados pela Indeal, está acompanhando o caso de perto, na esperança de que os bens sejam liberados em breve para que os patrimoniais das vítimas possam ser recuperados. Embora a Operação Egypto tenha resultado na prisão dos principais envolvidos e na apreensão de diversos bens, os clientes ainda não receberam seus investimentos de volta.
Os bens apreendidos no Brasil, como imóveis e outros ativos, já foram leiloados, e os valores obtidos estão à disposição da justiça. No entanto, os bitcoins, que representam a maior parte do montante a ser devolvido aos clientes, continuam fora de circulação, com sua movimentação suspensa.
Nos últimos dias, uma série de questionamentos sobre o paradeiro dos bitcoins foi levantada. Eles estavam armazenados na conta de um dos líderes da Indeal na corretora Poloniex, mas as autoridades americanas já os confiscaram e os colocaram em uma carteira à disposição da justiça. Tudo indica que, após o trânsito em julgado no Brasil, os valores poderão ser transferidos para a justiça brasileira, que ficará responsável pela restituição aos afetados.
Ainda assim, a advogada Caroline Boff expressou preocupações sobre o destino dos bitcoins. “Não sabemos se os bitcoins foram vendidos nem onde estão os valores. Se foram vendidos, onde estão? Ninguém sabe”, declarou, destacando a incerteza que ainda paira sobre a situação.
O TRF4 também afirmou que o processo de repatriação está em andamento desde julho de 2023, com o envio de novas informações em janeiro de 2024 e 2025. No entanto, devido à complexidade da operação, que envolve a colaboração entre as autoridades de dois países, os bitcoins continuam retidos nos Estados Unidos.
Enquanto isso, os clientes seguem aguardando uma solução para seus problemas, na expectativa de que o trânsito em julgado no Brasil abra caminho para a devolução dos valores. Para aqueles que ainda não se registraram como vítimas, é possível fazer isso acessando o site https://www.falenciaindeal.com.br/habilitacoes-e-divergencias-de-credito.
Binance e Ministério Público unem forças para capacitar sobre crimes com criptomoedas

Através de um seminário realizado em Brasília, a Binance e Ministério Público abordam investigação de crimes com criptomoedas.
A Binance, maior corretora de criptomoedas em volume no Brasil, estará presente nos próximos dias em um seminário promovido pelo Ministério Público. O evento visa capacitar membros do Ministério Público sobre como investigar crimes envolvendo criptomoedas, com ênfase no uso de tecnologias avançadas para combater atividades ilícitas.
Organizado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e pela Unidade Nacional de Capacitação do Ministério Público (UNCMP), o seminário ocorrerá nos dias 20 e 21 de março em Brasília. A Binance, juntamente com outras grandes empresas do setor, como a Chainalysis, participa dessa iniciativa com o objetivo de apoiar o fortalecimento das ferramentas de investigação e prevenção de crimes financeiros relacionados aos ativos digitais.
O evento, que terá uma transmissão híbrida no primeiro dia, será acessível tanto presencialmente, no auditório do CNMP, quanto virtualmente, por meio da plataforma Microsoft Teams. Os participantes terão a oportunidade de discutir questões como regulamentação de criptoativos no Brasil, segurança institucional e estratégias para investigar crimes financeiros com criptomoedas.
A abertura contará com a presença de autoridades de destaque, como o presidente do CNMP, procurador-geral da República Paulo Gonet, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ricardo Villas-Bôas Cueva, e o conselheiro Paulo Cezar dos Passos, presidente da UNCMP. Também confirmaram presença os conselheiros Moacyr Rey Filho e Jaime de Cassio Miranda, além de representantes de entidades como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o COAF e a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).
A parceria entre o CNMP, a CI2-MPRJ e empresas como Binance e Chainalysis reflete a importância da cooperação entre os setores público e privado no combate a crimes financeiros. Guilherme Nazar, vice-presidente regional da Binance para a América Latina, destacou que o fortalecimento da indústria de ativos digitais depende do esforço conjunto para combater atividades ilícitas e garantir a segurança do ecossistema. Ele enfatizou ainda que este seminário é um reflexo da visão vanguardista do Ministério Público Brasileiro.
Caio Motta, da Chainalysis, ressaltou que a colaboração com o CNMP e CI2-MPRJ é crucial para promover um diálogo contínuo sobre o cenário regulatório e os desafios nas investigações envolvendo criptoativos. Ele afirmou que a parceria tem o objetivo de capacitar os órgãos competentes com técnicas investigativas eficazes e reforçar a necessidade de um ambiente financeiro mais seguro e transparente, com a cooperação entre os setores público e privado.
Operação Bilionária em Ethereum Levanta Suspeitas de Lavagem de Dinheiro

Investidor anônimo movimenta R$ 2 bilhões em alavancagem de 50x, enquanto a Hyperliquid enfrenta perdas e rumores sobre hackers norte-coreanos ganham força.
Um investidor anônimo realizou uma movimentação de R$ 2 bilhões no mercado de Ethereum nesta quarta-feira (12), usando uma alavancagem impressionante de 50x. Esse tipo de operação, altamente arriscada, poderia ter levado à perda total do valor investido caso o preço do Ethereum tivesse caído apenas 2%. No entanto, o investidor obteve lucros, gerando ainda mais especulações sobre o que realmente motivou a negociação.
A corretora descentralizada Hyperliquid foi severamente impactada por essa transação. Com a alavancagem aplicada, a plataforma sofreu uma perda de US$ 4 milhões. Para mitigar riscos futuros, mudanças foram implementadas no modelo de alavancagem, especialmente para o Ethereum e Bitcoin, cujas alavancagens máximas foram reduzidas para 25x e 40x, respectivamente. Apesar das perdas do Hyperliquidity Provider (HLP), o cofre de liquidez da corretora segue com um lucro de US$ 60 milhões, de acordo com fontes da empresa.
A magnitude da operação e a presença de um endereço anônimo levantaram suspeitas na comunidade, que começou a especular sobre um possível envolvimento de hackers norte-coreanos. Isso surgiu após um roubo de R$ 8,2 bilhões em Ethereum da corretora Bybit, há cerca de 20 dias. Desde então, hackers têm realizado transações para esconder a origem dos fundos, e alguns analistas acreditam que essa movimentação na Hyperliquid poderia ser uma tentativa de lavar o dinheiro roubado.
A especulação foi intensificada pela possibilidade de que o endereço em questão pertença ao infame Grupo Lazarus, responsável por diversos ataques cibernéticos. Para agravar a situação, a Hyperliquid negou qualquer falha no seu protocolo, explicando que o investidor simplesmente retirou os fundos, reduzindo sua margem e forçando a corretora a liquidar a posição. O resultado foi um PNL de US$ 1,8 milhão para o trader, enquanto a Hyperliquid perdeu US$ 4 milhões.
Embora a plataforma tenha ajustado suas alavancagens máximas e tomado medidas para proteger seus fundos, o token Hyperliquid (HYPE) viu uma queda de quase 10% antes de apresentar uma leve recuperação. A comunidade continua atenta a novas movimentações, e as especulações sobre possíveis falhas de segurança e lavagem de dinheiro permanecem em alta.
A situação gerou uma onda de rumores e discussões nas redes sociais, com muitos questionando se o movimento foi uma estratégia legítima de um trader ousado ou uma operação para ocultar recursos ilícitos. Por enquanto, o futuro dessa transação continua incerto, mas sem dúvida o mercado de Ethereum e as plataformas descentralizadas estão sob vigilância constante.
Investidor de criptomoedas processa corretora por bloqueio de saldo

Após ter seu saldo bloqueado, investidor está processando corretora de criptomoedas.
Um investidor brasileiro chamado Leandro está processando a empresa “BitcoinToYou” após ter seu saldo bloqueado na plataforma. De acordo com os dados do processo que tramita no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o brasileiro busca reaver quase R$ 65 mil que estão presos na plataforma. Na ação, há a alegação que desde abril do ano passado teve seu saldo bloqueado e a empresa não responde aos seus contatos.
“Sustenta, em síntese, que era cliente da BitcoinToYou desde 2011 e que possuía, aproximadamente R$ 62.799,54 em sua conta, na forma de criptomoedas. Aduz que, desde abril de 2024, o patrimônio do autor se encontra integralmente bloqueado pela corretora, e que a empresa deixou de responder qualquer tentativa de contato”, diz trecho da peça processual.
Em decisão liminar, o juiz Rodrigo Galvão Medina determinou o bloqueio de bens dos donos da BitcoinToYou, que também é conhecida como “Bitcoin2You” e “B2U”, além de bloqueio de valores em outras empresas de propriedade dos donos da BitcoinToYou, devido a comprovação de indícios de fraudes contra investidores.
“Observa-se que as empresas que compõe o polo passivo, bem como as pessoas físicas, estão envolvidas em um esquema que fraudou diversas pessoas”, diz a decisão do magistrado.
O processo do investidor brasileiro ainda está em fase inicial e a BitcoinToYou, assim como seus donos e as outras empresas do polo passivo da demanda, ainda possuem tempo para contestaram a ação. Em caso de silêncio, será decretada a revelia (os fatos alegados serão tidos como verdade) e o investidor deverá ter ganho de causa.
X pode revolucionar pagamentos com criptomoedas até o fim de 2025

Parceria com a Visa e a crescente demanda por ativos digitais posicionam a plataforma para integrar criptoativos em seu sistema de pagamentos, com foco em moedas como Bitcoin, Dogecoin e USDT.
Em 2025, o X (antigo Twitter) poderá se tornar um dos principais players no mercado de pagamentos com criptomoedas, conforme prevê Ran Goldi, vice-presidente de pagamentos da Fireblocks. O executivo acredita que a plataforma, após parcerias estratégicas e a crescente adoção de ativos digitais, estará pronta para processar pagamentos em criptos até o final deste ano. Ele destacou que grandes empresas de pagamento estão buscando alternativas para integrar criptomoedas e, com isso, o X estará bem posicionado para atender essa demanda.
O X já deu passos significativos rumo a essa transformação. Em janeiro deste ano, a CEO Linda Yacarrino anunciou uma colaboração com a Visa, permitindo que os usuários conectem seus cartões de débito ao ‘X Money’ e realizem pagamentos via ‘X Wallet’. Além disso, a plataforma obteve uma licença para fornecer serviços financeiros nos Estados Unidos, consolidando sua estratégia de se tornar um “superaplicativo” multifuncional, como prometido por Elon Musk desde a aquisição do Twitter em 2022.
Essa jornada financeira do X ganhou mais impulso com a parceria com a Visa e a previsão do lançamento do X Money em 2025, conforme Yacarrino ressaltou, afirmando que este é apenas o começo de uma série de inovações a serem anunciadas neste ano. A empolgação com o X Money também foi reforçada com a menção de Cuy Sheffield, chefe de Criptomoedas da Visa, que demonstrou otimismo com o futuro da colaboração.
Dentre as criptomoedas que devem integrar o sistema de pagamentos do X, a Dogecoin se destaca como uma possível favorita, considerando a conexão direta com Elon Musk. Contudo, moedas como Bitcoin e USDT têm grande chance de dominar, devido à sua popularidade global e confiabilidade no mercado de criptoativos.
Além disso, o setor bancário observa com atenção essas mudanças. Brian Moynihan, CEO do Bank of America, destacou que o principal obstáculo para a adoção mais ampla de criptomoedas não é a falta de interesse, mas sim a falta de clareza regulatória. Isso coloca o X em uma posição privilegiada para liderar essa transição para o futuro dos pagamentos digitais, à medida que os bancos aguardam mais definição sobre as normas do mercado de ativos digitais.
Curitiba perto de aceitar pagamento de tributos em Bitcoin

Além do Bitcoin, outras criptomoedas também servirão como forma de pagamento de tributos em Curitiba se PL for aprovada.
Com o avanço do mercado de moedas digitais, não seria uma surpresa se municípios, estados e países passagem a aderir os criptoativos como pagamento. Nesta semana, surgiu a notícia que o Bitcoin e outras criptomoedas muito em breve poderão servir como pagamento de tributos na cidade de Curitiba, capital do Paraná. Para Guilherme Kitler, autor do Projeto de Lei que permite o pagamento com ativos digitais, a medida será benéfica para todo mundo.
“A iniciativa traz múltiplos benefícios: Para os contribuintes: flexibilidade adicional no pagamento de tributos, permitindo a utilização de seus ativos virtuais; Para o Município: modernização dos mecanismos de arrecadação sem exposição a riscos, mantendo o recebimento exclusivamente em moeda nacional; Para o ecossistema local: estímulo à inovação tecnológica e ao desenvolvimento do setor de tecnologia financeira”, disse o político.
No Projeto de Lei, os tributos vencidos, a vencer e até os inscritos em dívida ativa podem ser pagos com criptomoedas. Caso os contribuintes optem pelo uso do Bitcoin e de outros ativos digitais, o valor irá diretamente para uma empresa credenciada pela prefeitura. Assim, esta terá a missão de converter os valores para Real, repassando o valor em moeda corrente para a prefeitura.
O assunto, que foi colocado em pauta no início do mês de fevereiro, ainda será discutido mais algumas vezes pelos vereadores do município. Para que haja o começo do pagamento de tributos com Bitcoin e criptomoedas, há a necessidade de aprovação de ampla maioria da Câmara de Curitiba e aprovação do prefeito.
Sony lança blockchain

Blockchain da Sony será focada em entretenimento.
A Sony lançou oficialmente a sua mais nova blockchain. A Soneium, sua rede de segunda camada baseada no Ethereum, terá como foco o entretenimento. Antes do lançamento, a empresa testou durou quatro meses a sua nova tecnologia e atraiu mais de 14 milhões de usuários, comprovando o sucesso do seu produto.
Criada pela subsidiária Sony Block Solutions Labs (Sony BSL), a plataforma foi desenvolvida para facilitar as interações com blockchain entre criadores e seus públicos, oferecendo ferramentas como sistemas de engajamento de fãs baseados em NFTs e um programa de incubação chamado Soneium Spark. De acordo com os dados da Blockscout, a plataforma processou cerca de 47 milhões de transações durante o seu período de testes, que teve início em agosto de 2024.
“Soneium é para todos. Há a necessidade de criar uma camada de entretenimento sobre a Web3 como a camada financeira. O plano é integrar pessoas comuns para que utilizem a tecnologia sem necessariamente entender a Web3. Acredito que a criatividade transcende muitas barreiras”, disse Sota Watanabe, diretor da Sony BSL.
De acordo com o comunicado do projeto lançado pela Sony, a Soneium foi desenvolvida com a tecnologia de rede de segunda camada do Ethereum, fornecida pela Optimism Foundation e utiliza o OP Stack e a arquitetura Superchain para oferecer uma blockchain que desperta emoção e fortalece a criatividade dos usuários.
Hacker brasileiro é preso por fraude em corretora de Bitcoin

Operação CryptoLand desmantela fraude de Bitcoin e prende hacker no Rio de Janeiro.
A Polícia Federal do Rio de Janeiro, em parceria com o Ministério Público, prendeu um hacker brasileiro acusado de invadir uma corretora de Bitcoin com sede em Nova Iorque. A prisão aconteceu durante a Operação CryptoLand, uma ação voltada para a investigação de uma fraude cibernética de grande escala que envolvia o desvio de milhões de dólares. A corretora alvo da invasão não teve o nome divulgado, pois as autoridades preferem manter o sigilo sobre o caso para não comprometer o andamento da investigação.
Na manhã da última quinta-feira (19), um mandado de prisão e três mandados de busca e apreensão foram cumpridos, autorizados pela Justiça Criminal do Rio de Janeiro. Embora o hacker tenha sido identificado, sua identidade continua em sigilo, assim como o nome da corretora afetada, para preservar a integridade das investigações.
O hacker teria explorado uma falha de segurança no sistema da corretora, realizando mais de 600 transações de swap de criptoativos em um curto período de apenas 10 horas. A fraude resultou no desvio de aproximadamente US$ 2,36 milhões (cerca de R$ 14,7 milhões). A investigação revelou também transações envolvendo cerca de US$ 30.481.601,35 (aproximadamente R$ 190 milhões), realizadas sem justificativas legais, o que gerou ainda mais suspeitas sobre a origem e os objetivos das movimentações.
A operação contou com o apoio da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro, da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CSI/MPRJ) e da Delegacia de Repressão aos Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal. As investigações utilizaram técnicas avançadas de rastreamento e análise de blockchain, o que foi essencial para identificar e documentar as movimentações ilegais de criptoativos.
Os promotores responsáveis pelo caso, Fabiano Cossermelli Oliveira e Diogo Erthal, destacaram a importância das ferramentas de rastreamento utilizadas, além de enfatizarem o papel crucial da transparência das blockchains. A imutabilidade das informações armazenadas nas blockchains foi fundamental para a progressão da investigação, permitindo um mapeamento preciso dos fluxos de ativos virtuais e a identificação da fraude.
As investigações também contaram com a colaboração de empresas prestadoras de serviços de criptoativos em diversos países. As exchanges cumpriram as medidas cautelares impostas pela Justiça brasileira, contribuindo de forma significativa para o andamento das investigações. Segundo os promotores, essa cooperação internacional é um exemplo de como o estreitamento de laços entre o Ministério Público e as exchanges pode garantir a aplicação efetiva da lei, especialmente em um mercado de criptoativos global e altamente dinâmico.
Além disso, é importante ressaltar que o mercado de criptomoedas no Brasil tem atraído o interesse crescente de empresas internacionais, como a Coinbase, que recentemente expandiu suas operações para o país. Este movimento reflete a crescente relevância do Brasil no cenário global do mercado de criptoativos, o que torna ainda mais importante o trabalho das autoridades para garantir a segurança dos investimentos e a integridade do mercado.
O caso também ilustra a necessidade de maior regulação e monitoramento do mercado de criptomoedas, dado o aumento de crimes cibernéticos envolvendo criptoativos. A luta contra fraudes digitais no Brasil exige esforços contínuos das autoridades, além de um diálogo constante entre o Ministério Público, a Polícia Federal e as empresas do setor. A Operação CryptoLand representa uma resposta eficaz às ameaças crescentes desse tipo de crime e um passo importante na proteção dos investidores e da integridade do mercado financeiro digital.
Com informações do MPRJ.
Binance divulga número de usuários em sua plataforma

Além de divulgar o número de usuários, Binance disse ter atingido valor histórico em depósitos.
A Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo em volume de negócios e número de usuários, consolidou sua posição de liderança no mercado global cripto ao registrar um fluxo de entrada de recursos expressivamente superior ao de suas concorrentes. Até o início de dezembro de 2024, a plataforma acumulou US$ 21,6 bilhões em fluxos de entrada, cerca de 40% a mais do que o total das dez maiores exchanges subsequentes, que movimentaram juntas US$ 15,9 bilhões, segundo dados da DefiLlama.
Esse desempenho reflete o crescente otimismo do mercado, impulsionado por avanços regulatórios, maior adesão de novos investidores e a superação de marcos históricos no preço do Bitcoin. A Binance também colheu os frutos de seu programa Binance Launchpool, que incentiva usuários a alocarem tokens para receber novos ativos gratuitamente, garantindo a retenção de uma parcela significativa de recursos na plataforma.
Com uma base global de 244 milhões de usuários, a Binance evidencia o aumento do interesse naquilo que muitos consideram ser a era de ouro das criptomoedas. Após a revelação do número de usuários, Richard Teng, CEO da exchange, fez questão de agradecer aos investidores ao redor do mundo que utilizam a plataforma para executarem suas transações.
“Somos imensamente gratos aos nossos 244 milhões de usuários, que depositam sua confiança na Binance como sua plataforma escolhida para negociação. O apoio e a convicção inabalável deles nos motivam a inovar e proporcionar a melhor experiência possível no mundo dos ativos digitais”, afirmou Teng.
Um dado importante que merece ser destacado é que a Binance acabou se tornando a primeira plataforma centralizada a ultrapassar US$ 100 trilhões em volumes totais de transações em seus sete anos de história. A informação foi divulgada no relatório do provedor de dados de ativos digitais CCData.