48 mil trabalhadores CLT já contrataram crédito consignado com novas condições

Programa oferece crédito facilitado para empregados com carteira assinada e pode beneficiar até 47 milhões de pessoas.
Até as 17h de terça-feira (25), 48.170 pessoas haviam contratado a nova modalidade de crédito consignado voltado aos trabalhadores da iniciativa privada, totalizando R$ 340,3 milhões em empréstimos. O valor médio por pessoa foi de R$ 7.065,14, com um prazo médio de 21 meses e parcelas de R$ 333,88.
Essas informações foram compartilhadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que também reportou que até o momento foram realizadas 64,7 milhões de simulações e 8,7 milhões de solicitações de crédito.
A nova modalidade de crédito, que visa oferecer empréstimos com taxas mais baixas a até 47 milhões de pessoas, entrou em vigor na última sexta-feira (21). O processo de simulação e contratação é feito exclusivamente por meio do aplicativo e do site da Carteira de Trabalho Digital, que já conta com 68 milhões de trabalhadores cadastrados.
Criado por meio de uma medida provisória em 12 de março, o Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho foi desenvolvido para beneficiar empregados com carteira assinada da iniciativa privada, incluindo também empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados de microempreendedores individuais (MEI). Com o programa, os trabalhadores podem autorizar o compartilhamento de dados do eSocial, o sistema eletrônico que centraliza as informações trabalhistas, para garantir crédito com desconto direto na folha de pagamento.
O novo programa também permite que mais de 80 bancos e instituições financeiras acessem os perfis dos trabalhadores por meio do eSocial. Esse sistema unifica dados trabalhistas, previdenciários e fiscais de empregadores e empregados no Brasil. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) projeta que o volume de crédito consignado privado pode triplicar, subindo de R$ 39,7 bilhões em 2024 para mais de R$ 120 bilhões em 2025.
O Fim dos concursos públicos no Brasil?

O governo brasileiro estuda contratar servidores no regime CLT, essa medida já esta sendo estudada e pode ser aprovada por Jair Bolsonaro
O governo brasileiro estuda a medida para contratar novos servidores pelo regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), para que a estabilidade seja atingida pelo trabalhador somente ao prazo de 10 anos. Além disso, essa medida fará parte da “agenda de transformação do Estado” na qual está sendo desempenhada pela equipe econômica. Somado a isso, pretendem dar uma maior flexibilidade na gestão de funcionários, para que os gastos com os servidores públicos sejam reduzidos, visto que, hoje é a segunda maior despesa no orçamento do país.
No orçamento de 2020, o governo prevê que o gasto seja de R$ 336,6 bilhões com novos servidores ativos. E isso a torna coma a segunda maior despesa, ficando apenas atrás dos benefícios previdenciários, na qual acabam de passar também por uma reforma. Cerca de R$ 12,5 mil é o custo por cada servidor, em média por mês.
Os 5% que mais recebem são responsáveis por 12% do total da folha e possuem um rendimento médio de R$ 26 mil.
No entanto, através do novo modelo, as contratações de novos servidores públicos seriam feitas por etapas. Após o estágio probatório, os funcionários que ingressarem teriam seus contratos regidos pela CLT. Uma segunda etapa seria de que, após um período de experiência e do funcionário demonstrar produtividade no cargo, o servidor público conseguiria a tão sonhada estabilidade.
De acordo com integrante da equipe econômica, a princípio a ideia é que esse prazo seja inicialmente de 10 anos. No entanto, esse novo modelo ainda precisa ser aprovado pelo presidente Jair Bolsonaro.
Esse regime do CLT já rege os contratos de trabalho dos funcionários das estatais. Além disso, o Supremo Tribunal Federal definiu recentemente que esses funcionários poderão ser demitidos, desde que a dispensa seja motivada.
Somado ainda ao regime CLT, o trabalhador tem direito ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), como uma espécie de seguro para demissão sem a justa causa.
FGTS: como consultar o seu saldo
O fundo pode ser consultado pelos cotistas a qualquer momento pela web ou via aplicativo
O trabalhador empregado pelo regime da CLT, mensalmente, tem depositado no FGTS, um valor equivalente a 8% do salário. Os interessados podem consultar o saldo a qualquer momento pelo Aplicativo FGTS ou pessoalmente, pelo site da CAIXA, do próprio FGTS. Outra possibilidade é realizar um cadastro para receber informações periódicas por e-mail ou mensagem de texto.
O FGTS só pode ser utilizado pelo cidadão em algumas situações:
– para financiamento imobiliário
– demissão sem justa causa
– aposentadoria
Eventualmente, há liberação de parte do fundo por determinação do governo.
Como consultar o seu saldo atual do FGTS:
Site da CAIXA
Acessando essa página no site da Caixa, o trabalhador precisa informar o NIS (PIS/Pasep), esse número pode ser consultado na carteira de trabalho. Para realizar a consulta é necessário cadastrar uma senha. É possível consultar o saldo, e os lançamentos dos últimos seis meses.
Pessoalmente
Os cotistas podem consultar o saldo do FGTS pessoalmente nas agencias da CAIXA, ou em postos de atendimento, caso estiverem com o cartão cidadão em mãos e a senha.
Via APP
O Aplicativo é gratuito, e está disponível para Android e IOS, exige o download na loja de aplicativos de cada aparelho e o NIS para acesso.
Por e-mail
No site da CEF, é possível solicitar o recebimento de e-mails com informações sobre o depósito mensal na conta vinculada ao FGTS. Essa opção está disponível em “Extrato do FGTS por e-mail” e só é necessário informar o endereço eletrônico.
SMS
No próprio site também é possível cadastrar um número de celular para recebimento de aviso por mensagem de texto (SMS). Essa opção está disponível em “Serviços no celular”.