Mineração em área indígena

Mineração em área indígena poderá afetar a Amazônia e a própria economia brasileira
A intenção do presidente Jair Bolsonaro em liberar uma área de 863 mil quilômetros quadrados para a mineração em área indígena pode afetar bastante o país. De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Queensland (Austrália), a liberação da mineração em terras indígenas na Amazônia terá um custo muito alto, tanto na questão ambiental como na questão econômica.
Segundo Juliana Siqueira-Gay, líder da pesquisa internacional feita pela universidade australiana, é grande a preocupação com a liberação da extração de minerais no local previsto.
“Os territórios indígenas do Brasil são incrivelmente valiosos em termos sociais, ecológicos e econômicos. Eles constituem uma categoria única de áreas protegidas, cobrindo 1,2 milhão de quilômetros quadrados, ou 23% do que é legalmente reconhecido como a Amazônia”, disse Juliana.
Ainda de acordo com a pesquisadora, o governo brasileiro pretende gerar recursos através da mineração em área indígena, mas não compreendem que o prejuízo poderá ser muito maior. A perda poderá chegar a bilhões de dólares a cada ano, pois atingirá diretamente a produção de borracha, madeira e castanha-do-pará, além do aumento dos danos ao ecossistema local. Juntos, os segmentos mencionados geram um lucro de US$ 5,12 bilhões ao país.
“Os números são espantosos. É evidente que grande parte da Amazônia está ameaçada por esta proposta, incluindo a conservação de ecossistemas extremamente raros e a incrível diversidade dos grupos indígenas e suas culturas”, finalizou a pesquisadora.
Privatização dos Correios

Presidente da estatal garante que a privatização dos Correios está próxima
A privatização dos Correios está próxima e quem garante isso é o próprio presidente da estatal, o general Floriano Peixoto. Em entrevista ao portal Uol, o general afirmou que o processo de privatização já está em andamento e que ao menos cinco empresas já estão interessadas em realizar à compra da estatal brasileira.
O general Floriano Peixoto vem brigando na justiça para tentar retirar benefícios considerados exagerados pelos Correios. Em contrapartida, os funcionários da estatal estão em greve desde o mês de agosto e, um dos motivos da greve, é por serem contra a privatização dos Correios.
O presidente da estatal ainda falou sobre a estrutura que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos possui, além da sua capacidade operacional dentro do país.
“A capilaridade da estatal é seu maior ativo: estar presente em todo o território nacional é uma vantagem de poucas instituições. Isso se torna mais relevante quando consideramos as medidas de racionalização da carteira imobiliária que foram tomadas recentemente, o que certamente reduzirá as despesas com manutenção que perduravam até pouco tempo”, disse Peixoto.
Segundo o general, o processo de privatização dos Correios já está em andamento, mas dependerá de algumas etapas.
“A consultoria contratada entregará a primeira parte dos estudos de viabilidade econômico-financeira da empresa até novembro deste ano. Nessa fase está incluso o projeto de lei que deve ser enviado ao congresso para apreciação e, a partir desse ponto, os parlamentares terão à sua disposição o embasamento técnico para discutir os rumos do serviço postal”, disse o presidente dos correios.
Bolsonaro esteve presente na inauguração de usina

Bolsonaro esteve presente na inauguração de usina fotovoltaica na Paraíba
A pequena cidadã de Coremas, na Paraíba, pode não ser conhecida por boa parte da população brasileira. Contudo, ela tem um grande papel na questão de energia renovável. Prova disso, é que o presidente Jair Bolsonaro esteve presente na inauguração de usina fotovoltaica na cidade.
A Usina Fotovoltaica Coremas III foi inaugurada hoje (17) e faz parte do maior complexo de energia solar do Brasil. O conjunto de usinas que lida com energia renovável pertence ao grupo Rio Alto Energias Renováveis, que desde 2011 atua na área no país. Jair Bolsonaro falou da importância da utilização de energias renováveis e da relação da parceria com a iniciativa privada.
“Quero cumprimentar aqueles da Rio Alto que tiveram a coragem de empreender e investir em nosso país. E só se faz isso quando se tem garantia jurídica para tal. E o nosso governo é um governo de respeitar contratos e buscar parcerias e cada vez fazer com que empreender no Brasil seja menos complicado”, afirmou o presidente.
Como visto, o presidente Jair Bolsonaro esteve presente na inauguração de usina fotovoltaica. Porém, não foi só ele que participou do evento. O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, foi outro que salientou a importância do complexo.
“Estamos vendo nesse período de pandemia alguns países com apagões e aqui estamos já há seis meses com segurança energética. As nossas fontes limpas e renováveis representam 85% da geração de energia elétrica brasileira enquanto a média no mundo é 24%. Isso é motivo de orgulho para todos os brasileiros”, disse o ministro.
A expectativa é que até 2030, 25% da energia do país seja gerada através de parques eólicos e usinas fotovoltaicas. Atualmente, isso corresponde a 11% da geração de energia.
Economia brasileira segue com perspectiva de queda

De acordo com as informações, economia brasileira segue com a perspectiva de queda
A economia brasileira segue com a perspectiva de queda, contudo, não houve variação em sua porcentagem. De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, a projeção de queda continua nos 4,7%, por outro lado, a inflação deverá aumentar por conta da grande alta que os alimentos estão tendo.
Mesmo passando por uma crise econômica, a perspectiva de crescimento para o segundo semestre anima. Conforme o Boletim MacroFiscal, o terceiro trimestre segura-se na agricultura e na pecuária para alavancar o crescimento do país. Já no último trimestre do ano, a expectativa é que os demais serviços que foram afetados pela pandemia auxiliem na retomada econômica do país.
Por mais que a expectativa de crescimento exista, a economia brasileira segue com perspectiva de queda para este ano. Por outro lado, segundo economistas, o país entrará em crescimento entre os anos de 2021 e 2024. Por enquanto, se espera que no próximo ano haja um crescimento de 3,2% na economia e que nos anos subsequentes mantenha uma estabilidade de 2,5%.
INFLAÇÃO
Outro ponto que merece destaque é a inflação, que preocupa a maioria dos brasileiros. Medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação para 2020 está sendo projetada para 1,83%, valor maior do que o previsto no mês de julho. Conforme o boletim divulgado, o maior vilão para a elevação da projeção foi a parte alimentícia. Observando a evolução do IPCA durante o ano, percebe-se que a inflação acumulada em 12 meses do grupo de alimentação, após atingir um valor mínimo de 5,06% em março, acelerou até alcançar 11,39% em agosto.
Por outro lado, Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica, afirmou que em breve tudo deverá voltar ao normal. De acordo com Sachsida, “a questão da inflação é localizada e transitória. Da mesma maneira que aconteceu na carne, vai acontecer com os preços dos alimentos – subiram e depois vão normalizar.”
Crescimento na economia brasileira

Pela terceira vez consecutiva, há registro de crescimento na economia brasileira
O país vem vivendo uma grande crise econômica e isso já não é novidade para ninguém. Por outro lado, não são só notícias ruins que existem e há uma perspectiva de melhora dentro desta situação. Pela terceira vez consecutiva, há registro de crescimento na economia brasileira. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), registrou no mês de julho um crescimento de 2,15%. Esta foi a terceira alta consecutiva, tendo em vista que em maio e junho houve crescimento de 1,86% e 5,32%, respectivamente.
Por outro lado, mesmo com o crescimento da economia brasileira pela terceira vez seguida, os números ainda não foram suficientes para superar as quedas do começo da pandemia. Entre março e abril, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central registrou uma queda de 15,26%.
Ainda é cedo para afirmar quando a economia brasileira vai voltar a se estabilizar. Entretanto, percebe-se que aos poucos a normalidade está voltando a acontecer no país. É bem verdade que ainda se enfrenta uma séria pandemia, mas, apesar da retração econômica neste ano, sinais de melhora já começam a aparecer.
Setor de serviços apresentou crescimento

Assim como no mês anterior, o setor de serviços apresentou crescimento, segundo os dados do IBGE
Não é mais novidade que vivemos em meio à uma pandemia e que a crise econômica afetou os mais diversos setores. Contudo, parece que aos poucos as coisas começam a se normalizar, mesmo que em ritmo lento. Assim como no mês anterior, o setor de serviços apresentou crescimento, o que ajuda a criar uma nova perspectiva.
Em comparação com o mês de julho, agosto teve crescimento de 2,6%, porém isso ainda não foi o suficiente para recuperar as perdas ocorridas entre fevereiro e maio, que alcançaram 19,8%. Os dados que foram divulgados hoje (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).
O setor de serviços apresentou crescimento e isso é algo bastante positivo, mas isso não se resume a ele. Outros setores também tiveram melhorias e, segundo Rodrigo Lobo, coordenador da pesquisa, a parte de serviços de informação e comunicação chamaram bastante a atenção. Estes setores tiveram um crescimento de 2,2% e acumulam um ganho de 6,3% em junho e julho, mas ainda não se recuperaram da perda anterior.
“O avanço do setor foi puxado pelas atividades de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na internet, que têm receitas de publicidade; e também pelos aplicativos e plataformas de videoconferência, que tiveram um ganho adicional durante a pandemia.”, disse Lobo.
Aos poucos, em ritmo lento, a economia brasileira vai se ajeitando, mas ainda há muito o que ser feito para tudo voltar ao normal. De qualquer forma, existe uma boa expectativa de crescimento para os próximos meses, entretanto, tudo vai depender de como a pandemia vai estar.
Recorde na produção de diesel S-10

Petrobrás anuncia recorde na produção de diesel S-10
Mesmo em meio à uma pandemia, alguns setores não param e os resultados acabam sendo até positivos. A Petrobrás anunciou, pela terceira vez seguida, recorde na produção de diesel S-10. Diferente do S-500, o S-10 possui uma baixa quantidade de enxofre e alta quantidade de cetano, o que é bom para o desempenho do motor. Além disso, possui em sua composição 8% de biodiesel, tornando-se menos nocivo ao meio ambiente.
Durante o mês de agosto, foi fabricado 1,81 milhão de metros cúbicos de diesel S-10, 15% a mais que no mês de julho, que foi produzido 1,6 milhão de metros cúbicos. De acordo com a Petrobrás, os dois tipos de diesel ainda existem no país, mas devido aos veículos mais modernos, a produção do S-10 acabou aumentando.
“Atualmente, existem no Brasil dois tipos de diesel rodoviário: o diesel S-500 e o diesel S-10, mas o S-500 é utilizado apenas por veículos fabricados até 2011”, afirmou a estatal em uma nota.
Em meio ao recorde a produção de diesel S-10, outra informação divulgada pela Petrobrás, sendo que trata da baixa no valor do combustível. Tanto o diesel como a gasolina sofrerão uma redução de 5% em seu preço nas refinarias. Em valores reais, a redução será de R$ 0,0922 por litro de diesel e de R$ 0,0884 por litro de gasolina.
Em relação à queda dos preços nas bombas, é difícil especificar quando acontecerá ou se acontecerá, pois tudo irá depender da forma como os empresários irão trabalhar nesse meio tempo.
Economia japonesa sofre retração histórica

Economia japonesa sofre retração histórica que ainda não tinha sido vista no período pós-guerra
Está enganado quem pensa que a pandemia do coronavírus afetou apenas países com menor capacidade econômica. O Japão, dono da terceira maior economia do mundo, vem sofrendo seriamente com a crise. Dizer isso não é exagero, pois a economia japonesa sofre com retração história que ainda não tinha sido visto no período pós-guerra.
De acordo com os dados do PIB (Produto Interno Bruto) do país, divulgados recentemente, a economia local caiu 28,1% no segundo trimestre. Este percentual é 0,3% a mais do que os economistas estavam esperando entre os meses de abril e junho. Isso acabou surpreendendo, pois no primeiro trimestre o cálculo para retração foi de 7,9%, mas acabou sendo, de fato, 7,8%, ou seja, menos que o esperado.
Os números que expõem que a economia japonesa sofre retração histórica preocupam o novo primeiro-ministro japonês que será escolhido na próxima segunda-feira (14). Isto é dito, pois ações mais drásticas terão que serem tomadas para recuperar a economia do país. Um dos concorrentes ao comando do país, Yoshihide Suga, deixou claro que irá aumentar os gastos em relação à recuperação econômica se passar a liderar o Japão.
Cresce o endividamento das famílias brasileiras

Cresce o endividamento das famílias brasileiras no mês de agosto
A crise gerada pela pandemia do coronavírus não é mais surpresa, afinal afetou o mundo inteiro. No Brasil, para tentar amenizar a situação, o governo federal criou projetos para auxiliar pessoas físicas e jurídicas, mas isso não foi o suficiente. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cresce o endividamento das famílias brasileiras no mês de agosto.
Segundo a confederação, o endividamento (com atraso ou não) alcançou 67,5% das famílias e o inadimplemento (contas em atraso) alcançou 26,7% das famílias brasileiras. Este último, se comparado ao mês anterior, teve um crescimento de 0,4%. Já em relação ao mesmo período do ano passado, viu acontecer uma alta de 2,4%.
Em meio a esta situação, pôde-se notar uma diferença nas ações das famílias que possuem maior renda e as que possuem rendas mais baixadas. Quem falou sobre o assunto foi José Roberto Trados, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.
“As famílias com maior renda têm aumentado a poupança em detrimento do consumo, principalmente de serviços, mas as famílias com renda mais baixa têm tido mais necessidade de crédito”, disse o presidente da CNC.
Se por um lado cresce o endividamento das famílias brasileiras, por outro, uma medida tomada pelo governo federal pode ajudar a amenizar um pouco mais a situação. O auxílio emergencial foi prorrogado até o final do ano e, apesar do valor ter caído para R$ 300, poderá fazer a diferença ao menos na compra de alimentos por parte das famílias mais pobres.
Nota de R$ 200 entra em circulação

Nota de R$ 200 entra em circulação nesta quarta-feira e sua apresentação será às 13h30
A população brasileira terá novidades ao sacar o seu dinheiro nas agências bancárias ou ao receber o seu salário. A nota de R$ 200 entra em circulação nesta quarta-feira (02) e sua apresentação ocorreu às 13h30. A divulgação da nova cédula foi transmitida ao vivo pelo canal oficial do Banco Central na plataforma de vídeos Youtube.
Na apresentação, foram oficializados o desenho, a cor e as informações de segurança da cédula. A expectativa era a de que os de que nova nota de R$ 200 fosse cinza com detalhes em marrom, o que de fato foi confirmado. A informação é da Casa da Moeda e afirma que está seguindo as diretrizes do Banco Central.
Inicialmente, 450 milhões de cédulas serão produzidas, totalizando o valor de R$ 900 bilhões. Contudo, o Banco Central não deverá colocar todas as notas em circulação de uma só vez. A criação da nota de R$ 200 visa garantir que não exista a falta de dinheiro em espécie no mercado, mas a sua criação chegou a ser questionada pelo STF, pois poderia facilitar o cometimento de crimes.
BANCO CENTRAL EXPLICA A NECESSIDADE DE NOVA NOTA
A nova nota de R$ 200 reais entrará em circulação nesta quarta-feira, mas antes mesmo do ser lançada já foi envolvida em polêmica. Após denúncia de alguns partidos políticos, o STF questionou o Banco Central sobre a criação da cédula, porém a instituição afirmou que a nova nota era imprescindível, legal e constitucional, além de evitar que falte dinheiro em espécie por conta da alta demanda após a criação do auxílio emergencial.
“A principal demanda identificada está relacionada a saques em espécie pelos beneficiários do auxílio emergencial e de outros programas públicos de transferência de renda, sendo possível presumir que as novas cédulas serão preferencialmente destinadas a um número elevado de pessoas naturais (mais de 53 milhões de beneficiários) pertencentes às camadas menos favorecidas da população, com emprego direto em bens e serviços ligados à própria subsistência e não à atividade criminosa”, afirmou o BC.